quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Quanto me custa uma pá?

Por vezes fico com a sensação de que, no nosso Pais, o conhecimento é desvalorizado.

Vejo as empresas a pedir motivação...Vejo as pessoas a pensar em trabalhar mais horas e mais duro... E tudo isto como se a única forma de melhorar os nossos resultados fosse fazendo mais.

Só trabalho duro vai deixar-nos cansados. Mas trabalho inteligente pode-nos deixar ricos! E a maior parte das pessoas que eu conheço estão cansadas em vez de ricas...

E é por isso que, por vezes, me parece que subavaliamos o conhecimento.

Da forma como vejo as coisas o conhecimento é a maior riqueza que temos. Vale mais do que o ouro, até porque pode ser transformado em ouro. Eu chamo-lhe o tesouro das ideias!... O mais valioso tesouro que há e o único que não podemos perder. Podemos ganhar e perder muito dinheiro, mas dificilmente podemos perder as ideias.

E as ideias são preciosas porque influenciam directamente a qualidade das nossas escolhas. E boas escolhas conduzem a boas práticas que nos trarão bons resultados.

Para cavar o tesouro das ideias temos essencialmente duas estratégias: o estudo da própria vida e o estudo da vida dos outros.

Estudar a nossa vida, a nossa filosofia, as nossas escolhas, os nossos resultados é um imperativo da nossa aprendizagem. De que forma é que a minha maneira de pensar tem conduzido aos meus resultados? O que é que em mim tem atraído determinada realidade? E reflectir, amadurecer, aprender... aprender...

E estudar a vida dos outros pode poupar-nos muitos erros e dar-nos pistas sobre muitas das boas práticas de que necessitamos, para atrair o tipo de efeitos a que nos propomos.

Jim Rohn costumava perguntar se seria coincidência que todas as casas acima de € 500 000 tivessem uma biblioteca!?!.. Não me parece... E quando vejo os hábitos de leitura dos Portugueses não consigo deixar de fazer algumas extrapolações sobre o facto de, como grupo, trabalharmos tantas horas para tão pobres resultados.

Se alguém bem sucedido colocou tudo o que sabe sobre isso num livro e o assunto me interessa será que eu posso não ler o livro? Quanto custa ?15€? E se o autor der um seminário onde, na primeira pessoa, explica tudo o que aprendeu no processo? Será que eu tenho mesmo a opção de não assistir? Quanto custa 100 €? E quanto custa não assistir!!?!...

Por vezes não deixo de ter a sensação que evitamos os investimentos na nossa educação, sem nunca ponderar quanto nos vai custar a ignorância. Seria o mesmo que eu chamar um amigo para me ajudar a cavar um tesouro, que podíamos dividir e ele responder-me que as pás são muito caras...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Integridade não situacional

Conheci, em 2009, o empresário australiano John McGrath que me contou que ele e Russel Crowe foram melhores amigos durante a sua infância e juventude. Contou-me também que, para além de andarem frequentemente metidos em problemas, eram alunos francamente abaixo da média. Aos 16/17 anos desistiram de estudar. Um tornou-se actor, o que não parecia ser uma decisão muito inteligente para um jovem australiano no final dos anos 70, e John decidiu trabalhar uma vez que um problema de saúde o afastava do seu sonho de ser profissional de futebol australiano e isto depois de ter tido notas francamente más nos exames de acesso à universidade.

John começou como assistente de vendedor de automóveis, o que significava basicamente lavar carros. Progrediu mais tarde para vendedor de automóveis, depois para o negócio de aluguer de automóveis e mais tarde para o mercado imobiliário.

Quer o seu salário estivesse directamente ligado à sua produtividade, ou não, em todas as suas experiências de vendas John bateu todos os recordes. Ele chama a isso integridade não situacional: não importa o que nos pagam, ou até se nos pagam, nós temos a responsabilidade de não dar menos do que o nosso melhor em tudo aquilo que fazemos.

“Se vamos fazer qualquer coisa, porque não a havemos de fazer como o melhor do mundo?”

Da mesma maneira que Russel Crowe ousou um dia sonhar tornar-se no melhor actor do mundo, John continua a atrever-se pensar como o melhor profissional imobiliário do mundo. Depois de ter materializado um volume de negócios de 3,5 mil milhões de dólares em 2008 em plena recessão internacional num país como a Austrália, John considera-se no bom caminho.

Todos nós temos o potencial de fazer coisas extraordinárias com a nossa vida, a questão é se decidimos mesmo fazê-las.


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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Um árvore deve crescer onde é plantada!

Em 1969 três estudantes, no Colorado EUA, aproveitavam passeios que davam pelas montanhas, para recolher ervas que vendiam a ervanárias locais. Rapidamente aprenderam que podiam colocar as ervas em saquinhos e transformá-las em infusões muito agradáveis, que começaram a vender directamente.,

Como a receptividade do mercado fosse muito boa decidiram lançar então uma empresa a que chamaram Celestial Seasonings dirigida por um deles, Mo Siegel, que tinha 20 anos de idade.

A história foi de um enorme sucesso comercial até que em 1984 a gigante Kraft Foods faz uma irrecusável proposta pela compra da empresa: USD 65 M.

Depois de cerca de 14 anos a crescer o seu negócio, com pouco mais de 30 de idade e multimilionário depois de vender a sua empresa, Mo decide que quer compreender a sua missão na vida e procurar um sentido para a mesma.

Resolve então viajar pelo mundo e conhecer um pouco mais das culturas e formas de pensar e aproveita a sua viagem para visitar vários grandes líderes espirituais, na esperança de que o ajudassem na sua busca pessoal.

Depois de visitar os grandes líderes espirituais do mundo tem um dia a oportunidade de encontrar a Madre Teresa. Contou-lhe a sua vida e a sua busca até que a Senhora lhe segurou numa mão e disse: “Mo, uma árvore deve crescer onde foi plantada.”...

Hesitou por um momento e respondeu: “Madre Teresa, não tenho a certeza de ter compreendido o que me disse...”. E foi então que a missionária lhe terá explicado. “Se calhar está a procurar no sítio errado. Se calhar a sua missão é fazer aquilo que faz melhor: crescer negócios. Se calhar a sua missão é exactamente crescer a sua empresa...”

A ideia atingiu Mo como um raio. Porque havia de estar a procurar o seu caminho noutros locais, quando aquilo de que sempre havia gostado e aquilo que fazia melhor era, de facto, gerir e fazer crescer empresas?

Conta a história que decidiu voltar aos EUA e que por acaso enquanto tinha estado fora a Kraft Foods não tinha feito um bom trabalho com a sua empresa. Entretanto tinham tentado vendê-la à Lipton, mas o negocio estava a ser rejeitado pelas autoridades por motivos de concorrência.

Mo propôs-se então a recomprar a sua empresa o que conseguiu por uma pequena parcela do que havia recebido por ela poucos anos antes...

Foi então Presidente por mais cerca de 10 anos até que em 2002 e depois de dispersar o capital em Bolsa, encaixando pessoalmente mais alguns milhões, abandonou as suas funções executivas.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

2 IRMÃOS

Era uma vez dois irmãos. Tinham inventado a dinamite o que fazia deles pessoas muito poderosas e famosas. Eram amigos do Rei de França que, por sua, vez ganhava todas as guerras ao ter acesso à dinamite inventada pelos irmãos. França, com o poder bélico que lhe era dado por esta ferramenta, começava a ganhar ascendência na Europa enquanto somava vitórias sobre as nações rivais.

À medida que França ia somando vitórias, o prestigio dos irmãos crescia mais e mais, bem como a sua influência social. Eles eram famosos, prestigiados, poderosos, influentes e ricos. Tinham-se tornado figuras incontornáveis da Europa do séc. XIX.

Um dia um dos irmãos morreu. E ao dar a notícia houve um jornal que se equivocou e escreveu o obituário do irmão. Então o irmão sobrevivente teve a oportunidade de ter uma experiência rara mas muito marcante: pôde, em vida, ler o seu próprio obituário.

E não gostou do que leu. Basicamente dizia era que o falecido era alguém muito importante e bem relacionado, amigo do Rei de França e muito influente na alta sociedade Europeia. O obituário focava também que o senhor havia co-inventado a dinamite e como tal França ganhava imensas guerras, porque tinha um poder bélico com o qual nenhuma outra nação podia rivalizar.

Nessa altura Alfred, o nome do irmão que lia o seu próprio obituário, tomou uma decisão: quando escrevessem o seu obituário, o verdadeiro, haviam de dizer coisas diferentes. Muito diferentes!...

Alfred Nobel era o seu nome. E hoje todos imaginamos o que hão-de ter escrito na altura da sua morte. Pouca gente se recorda dele como co-inventor da dinamite. Mas todos sabemos que foi o criador do Nobel da Paz!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

o que não aprendi na escola

Não aprendi na escola assumir a responsabilidade e a perceber que tudo o que tenho na vida, bom ou mau, fui eu que atraí pela pessoa que sou. Não aprendi que de cada vez que aponto o dedo a alguém, três dedos ficam apontados para mim.

Não aprendi que errar é positivo e a melhor forma de crescer e aprender. Não aprendi que o meu futuro só depende de mim a das decisões que eu tomo.

Nunca me ensinaram que o meu potencial é ilimitado. E que as únicas limitações que tenho são as que imponho a mim mesmo.

Também não aprendi na escola que a única forma de falhar é desistir. E que quando persisto e afino a minha abordagem até encontrar o caminho, nada é impossivel...
Não aprendi a definir objectivos e a ser ambicioso. Não pelos resultados, mas pela pessoa em que me torno no processo de os atingir.

Não aprendi que servir aos outros é o caminho do sucesso, do reconhecimento e da grandeza. Antes pelo contrário...

Não tenho ideia de me terem transmitido a importância do trabalho de equipa. Não tenho ideia de me terem tentado explicar que quando dois ou três se pões de acordo nada os pode parar.

Nunca me ensinaram também a deixar melhor tudo o que tocamos. A passar pela vida de alguém e deixar uma marca positiva...

Aprendi a portar-me bem, cumprir as regras e não fazer ondas. Aprendi que devia estudar para ter um bom emprego e seguro. Aprendi a não discutir, nem por em causa as “autoridades”. Mas nunca aprendi que só os inseguros têm medo de ser questionados.
Nunca aprendi a honrar os meus compromissos e a minha palavra. Nunca me ensinaram que quem não cumpre também não tem o direito de reclamar.

Se me tentaram ensinar eu não apanhei que o universo é abundante e que viver no princípio da escassez, em que os nossos ganhos representam as perdas dos outros, nos torna exemplos patéticos de hostilidade e de fazer aos outros antes que nos façam a nós.

Nunca me ensinaram a admirar os que são e têm mais do que eu e a percebê-los como inspirações para a minha vida. Tenho até a sensação de que me podem até ter ensinado a invejá-los e não sei se é impressão minha, mas talvez me tenham até dado exemplo de deles escarnecer.

Nunca me ensinaram na escola, mas tive a felicidade de poder aprender noutros sítios. Como qualquer outra pessoa pode fazer. E hoje tento passar esta informação aos meus filhos e a todos quantos têm tempo e interesse de ouvir. Uns procuram também aprender e outros preferem ficar como e onde estão... Eu tento aprender com todos. Todos os que me passam pela vida.

A mim resta-me saber que não dou menos do que o meu melhor absoluto e que ainda me falta aprender muito...

terça-feira, 16 de março de 2010

Condições de vida

De cada vez que as nossas condições de vida estão de acordo com as nossas expectativas, nós sentimo-nos bem.

Quando existe uma diferença entre as nossas condições de vida e as nossas expectativas gera-se dor. Sendo a dor uma das duas forças que derradeiramente dirige a nossa acção (a outra é o prazer), há três comportamentos que normalmente assumimos para afastar essa dor.

O primeiro e mais frequente, é encontrar um culpado. Tendemos a não assumir a responsabilidade e a propriedade sobre o que se passa à nossa volta. Culpamos eventos, os outros, a nós próprios e eventualmente até o árbitro e a sogra. Mas assumimos a incapacidade de mudar o que se passa.

O segundo e também bastante frequente, é mudarmos as nossas expectativas. Se as condições de vida não correspondem às nossas expectativas, ao baixarmos as últimas, afastamos o desconforto. “Há mas são verdes!”. Convencemo-nos de que não precisamos de ver essas expectativas satisfeitas... Fechamos por menos do que merecemos...E contentamo-nos com as migalhas... Encontramos pobres argumentos para justificar a mediocridade porque “o importante é viver descansado”. E chegamos até a encontrar evidência, de que termos expectativas elevadas faz de nós pessoas menos dignas porque ”isso de ser bem sucedido é para quem está disposto a passar por cima dos outros!...”

A terceira possibilidade e infelizmente a menos frequente, é a de mudarmos as nossas condições de vida. Quando assumimos a responsabilidade de ser os agentes de mudança, assumimos também a responsabilidade de ter melhores condições de vida. Mais do que isso, criamos condições para aumentarmos as nossas expectativas. Ou seja, à medida que vamos atingindo os nossos objectivos, traçamos outros cada vez mais ambiciosos. E esta será a atitude dos que contribuem para que o mundo seja melhor. Esta será a forma de estar dos que constroem um futuro melhor para os seus filhos, mas também para os nossos.

Eu entendo que vivemos num mundo absolutamente fantástico. As condições de vida a que temos acesso são inacreditáveis, por comparação à forma como vivíamos há 50, 100, 1000 e 5000 anos. E isso é possível porque algumas pessoas extraordinárias, quase sempre com sacrifício pessoal, saíram da sua zona de conforto e deram à sociedade mais do que se esperava delas. Recusaram-se a viver com aquilo que a vida lhes dava e decidiram tirar dela o que queriam. Assumiram a responsabilidade de mudar as suas condições de vida e de não arranjar justificações para o insucesso e nem baixar as suas expectativas.

Será que temos o direito de viver num mundo construído por Indivíduos de sucesso, beneficiarmos de tudo o que eles nos deixam e não assumir a responsabilidade de lutarmos diariamente para construir os nossos futuros? Adaptando a frase de Kennedy passarmos a perguntar “o que podemos nós fazer pelo mundo, em vez de perguntar o que pode ele fazer por nós.”

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ecologia

Um dos princípios menos compreendidos do sucesso é o princípio da ecologia. O princípio da ecologia é princípio de que qualquer forma de sucesso só poderá ser atingido em alinhamento e harmonia com a ordem natural que desenha o próprio universo.

Isso significa procurar um sentido na vida que nos ultrapasse a nós próprios. Para a vida ser vivida de uma verdadeiramente gratificante, deve ser vivida em função de cuidar de algo maior do que de nós mesmos. É por isso que construímos família!... Mas para que a vida seja vivida de uma forma extraordinária, o nosso sentido deve ultrapassar a nossa própria família e encontrarmos uma forma de acrescentar valor a um grupo ainda maior de pessoas. Encontrar uma forma de servir à sociedade.

E se enquanto o fazemos experimentamos o nosso crescimento pessoal, esse crescimento é acelerado e levado ao seu máximo potencial, a partir do momento em que é investido no crescimento dos outros. E por isso os vencedores criam outros vencedores! Criar outros vencedores faz parte do processo de vencer. O universo é abundante e recompensa-nos quando estamos alinhados com esse princípio de abundância.

E este princípio da abundância é o verdadeiro princípio ecologia universal. Abundância por oposição ao espírito da escassez que tantas vezes norteia a acção humana. A escassez dos jogos de soma nula, em que não havendo valor acrescentado, o ganho de uns significa irremediavelmente a perda de outros.

Gerir a nossa vida não compreendendo o espírito da abundância, significa seguir o princípio da escassez que faz de nós exemplos patéticos de agressividade… ou passividade. Exemplos de quem não é capaz de construir relações em que ambas as partes saiam a ganhar.

Exemplos de quem faz aos outros antes que lhe façam a si, assentando o próprio conceito de vitória, nas derrotas dos outros, ou de quem desiste sequer de empreender. Tudo isto porque não está disposto a dar o seu melhor e porque não compreende sequer o pode ser isso.

Os vencedores dão o seu melhor todos os dias. Porque compreendem que o seu sucesso depende directamente da forma como usufruem da abundância de recursos que o universo proporciona. Para eles todos os dias são uma final e não há descontos de tempo, nem substituições. Têm um elevado sentido do agora, porque compreendem que o tempo é a quarta dimensão. Agora e já passou… agora e já passou…

Não vivem no passado, nem projectam no seu futuro as memórias do que lhes correu menos bem. Aprendem com o passado e vivem no presente, projectando no futuro as memórias das suas vitórias e a imagem das que ainda estão por acontecer. Vivem no presente, enquanto olham para o futuro.