terça-feira, 6 de setembro de 2011

Um árvore deve crescer onde é plantada!

Em 1969 três estudantes, no Colorado EUA, aproveitavam passeios que davam pelas montanhas, para recolher ervas que vendiam a ervanárias locais. Rapidamente aprenderam que podiam colocar as ervas em saquinhos e transformá-las em infusões muito agradáveis, que começaram a vender directamente.,

Como a receptividade do mercado fosse muito boa decidiram lançar então uma empresa a que chamaram Celestial Seasonings dirigida por um deles, Mo Siegel, que tinha 20 anos de idade.

A história foi de um enorme sucesso comercial até que em 1984 a gigante Kraft Foods faz uma irrecusável proposta pela compra da empresa: USD 65 M.

Depois de cerca de 14 anos a crescer o seu negócio, com pouco mais de 30 de idade e multimilionário depois de vender a sua empresa, Mo decide que quer compreender a sua missão na vida e procurar um sentido para a mesma.

Resolve então viajar pelo mundo e conhecer um pouco mais das culturas e formas de pensar e aproveita a sua viagem para visitar vários grandes líderes espirituais, na esperança de que o ajudassem na sua busca pessoal.

Depois de visitar os grandes líderes espirituais do mundo tem um dia a oportunidade de encontrar a Madre Teresa. Contou-lhe a sua vida e a sua busca até que a Senhora lhe segurou numa mão e disse: “Mo, uma árvore deve crescer onde foi plantada.”...

Hesitou por um momento e respondeu: “Madre Teresa, não tenho a certeza de ter compreendido o que me disse...”. E foi então que a missionária lhe terá explicado. “Se calhar está a procurar no sítio errado. Se calhar a sua missão é fazer aquilo que faz melhor: crescer negócios. Se calhar a sua missão é exactamente crescer a sua empresa...”

A ideia atingiu Mo como um raio. Porque havia de estar a procurar o seu caminho noutros locais, quando aquilo de que sempre havia gostado e aquilo que fazia melhor era, de facto, gerir e fazer crescer empresas?

Conta a história que decidiu voltar aos EUA e que por acaso enquanto tinha estado fora a Kraft Foods não tinha feito um bom trabalho com a sua empresa. Entretanto tinham tentado vendê-la à Lipton, mas o negocio estava a ser rejeitado pelas autoridades por motivos de concorrência.

Mo propôs-se então a recomprar a sua empresa o que conseguiu por uma pequena parcela do que havia recebido por ela poucos anos antes...

Foi então Presidente por mais cerca de 10 anos até que em 2002 e depois de dispersar o capital em Bolsa, encaixando pessoalmente mais alguns milhões, abandonou as suas funções executivas.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

2 IRMÃOS

Era uma vez dois irmãos. Tinham inventado a dinamite o que fazia deles pessoas muito poderosas e famosas. Eram amigos do Rei de França que, por sua, vez ganhava todas as guerras ao ter acesso à dinamite inventada pelos irmãos. França, com o poder bélico que lhe era dado por esta ferramenta, começava a ganhar ascendência na Europa enquanto somava vitórias sobre as nações rivais.

À medida que França ia somando vitórias, o prestigio dos irmãos crescia mais e mais, bem como a sua influência social. Eles eram famosos, prestigiados, poderosos, influentes e ricos. Tinham-se tornado figuras incontornáveis da Europa do séc. XIX.

Um dia um dos irmãos morreu. E ao dar a notícia houve um jornal que se equivocou e escreveu o obituário do irmão. Então o irmão sobrevivente teve a oportunidade de ter uma experiência rara mas muito marcante: pôde, em vida, ler o seu próprio obituário.

E não gostou do que leu. Basicamente dizia era que o falecido era alguém muito importante e bem relacionado, amigo do Rei de França e muito influente na alta sociedade Europeia. O obituário focava também que o senhor havia co-inventado a dinamite e como tal França ganhava imensas guerras, porque tinha um poder bélico com o qual nenhuma outra nação podia rivalizar.

Nessa altura Alfred, o nome do irmão que lia o seu próprio obituário, tomou uma decisão: quando escrevessem o seu obituário, o verdadeiro, haviam de dizer coisas diferentes. Muito diferentes!...

Alfred Nobel era o seu nome. E hoje todos imaginamos o que hão-de ter escrito na altura da sua morte. Pouca gente se recorda dele como co-inventor da dinamite. Mas todos sabemos que foi o criador do Nobel da Paz!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

o que não aprendi na escola

Não aprendi na escola assumir a responsabilidade e a perceber que tudo o que tenho na vida, bom ou mau, fui eu que atraí pela pessoa que sou. Não aprendi que de cada vez que aponto o dedo a alguém, três dedos ficam apontados para mim.

Não aprendi que errar é positivo e a melhor forma de crescer e aprender. Não aprendi que o meu futuro só depende de mim a das decisões que eu tomo.

Nunca me ensinaram que o meu potencial é ilimitado. E que as únicas limitações que tenho são as que imponho a mim mesmo.

Também não aprendi na escola que a única forma de falhar é desistir. E que quando persisto e afino a minha abordagem até encontrar o caminho, nada é impossivel...
Não aprendi a definir objectivos e a ser ambicioso. Não pelos resultados, mas pela pessoa em que me torno no processo de os atingir.

Não aprendi que servir aos outros é o caminho do sucesso, do reconhecimento e da grandeza. Antes pelo contrário...

Não tenho ideia de me terem transmitido a importância do trabalho de equipa. Não tenho ideia de me terem tentado explicar que quando dois ou três se pões de acordo nada os pode parar.

Nunca me ensinaram também a deixar melhor tudo o que tocamos. A passar pela vida de alguém e deixar uma marca positiva...

Aprendi a portar-me bem, cumprir as regras e não fazer ondas. Aprendi que devia estudar para ter um bom emprego e seguro. Aprendi a não discutir, nem por em causa as “autoridades”. Mas nunca aprendi que só os inseguros têm medo de ser questionados.
Nunca aprendi a honrar os meus compromissos e a minha palavra. Nunca me ensinaram que quem não cumpre também não tem o direito de reclamar.

Se me tentaram ensinar eu não apanhei que o universo é abundante e que viver no princípio da escassez, em que os nossos ganhos representam as perdas dos outros, nos torna exemplos patéticos de hostilidade e de fazer aos outros antes que nos façam a nós.

Nunca me ensinaram a admirar os que são e têm mais do que eu e a percebê-los como inspirações para a minha vida. Tenho até a sensação de que me podem até ter ensinado a invejá-los e não sei se é impressão minha, mas talvez me tenham até dado exemplo de deles escarnecer.

Nunca me ensinaram na escola, mas tive a felicidade de poder aprender noutros sítios. Como qualquer outra pessoa pode fazer. E hoje tento passar esta informação aos meus filhos e a todos quantos têm tempo e interesse de ouvir. Uns procuram também aprender e outros preferem ficar como e onde estão... Eu tento aprender com todos. Todos os que me passam pela vida.

A mim resta-me saber que não dou menos do que o meu melhor absoluto e que ainda me falta aprender muito...

terça-feira, 16 de março de 2010

Condições de vida

De cada vez que as nossas condições de vida estão de acordo com as nossas expectativas, nós sentimo-nos bem.

Quando existe uma diferença entre as nossas condições de vida e as nossas expectativas gera-se dor. Sendo a dor uma das duas forças que derradeiramente dirige a nossa acção (a outra é o prazer), há três comportamentos que normalmente assumimos para afastar essa dor.

O primeiro e mais frequente, é encontrar um culpado. Tendemos a não assumir a responsabilidade e a propriedade sobre o que se passa à nossa volta. Culpamos eventos, os outros, a nós próprios e eventualmente até o árbitro e a sogra. Mas assumimos a incapacidade de mudar o que se passa.

O segundo e também bastante frequente, é mudarmos as nossas expectativas. Se as condições de vida não correspondem às nossas expectativas, ao baixarmos as últimas, afastamos o desconforto. “Há mas são verdes!”. Convencemo-nos de que não precisamos de ver essas expectativas satisfeitas... Fechamos por menos do que merecemos...E contentamo-nos com as migalhas... Encontramos pobres argumentos para justificar a mediocridade porque “o importante é viver descansado”. E chegamos até a encontrar evidência, de que termos expectativas elevadas faz de nós pessoas menos dignas porque ”isso de ser bem sucedido é para quem está disposto a passar por cima dos outros!...”

A terceira possibilidade e infelizmente a menos frequente, é a de mudarmos as nossas condições de vida. Quando assumimos a responsabilidade de ser os agentes de mudança, assumimos também a responsabilidade de ter melhores condições de vida. Mais do que isso, criamos condições para aumentarmos as nossas expectativas. Ou seja, à medida que vamos atingindo os nossos objectivos, traçamos outros cada vez mais ambiciosos. E esta será a atitude dos que contribuem para que o mundo seja melhor. Esta será a forma de estar dos que constroem um futuro melhor para os seus filhos, mas também para os nossos.

Eu entendo que vivemos num mundo absolutamente fantástico. As condições de vida a que temos acesso são inacreditáveis, por comparação à forma como vivíamos há 50, 100, 1000 e 5000 anos. E isso é possível porque algumas pessoas extraordinárias, quase sempre com sacrifício pessoal, saíram da sua zona de conforto e deram à sociedade mais do que se esperava delas. Recusaram-se a viver com aquilo que a vida lhes dava e decidiram tirar dela o que queriam. Assumiram a responsabilidade de mudar as suas condições de vida e de não arranjar justificações para o insucesso e nem baixar as suas expectativas.

Será que temos o direito de viver num mundo construído por Indivíduos de sucesso, beneficiarmos de tudo o que eles nos deixam e não assumir a responsabilidade de lutarmos diariamente para construir os nossos futuros? Adaptando a frase de Kennedy passarmos a perguntar “o que podemos nós fazer pelo mundo, em vez de perguntar o que pode ele fazer por nós.”

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ecologia

Um dos princípios menos compreendidos do sucesso é o princípio da ecologia. O princípio da ecologia é princípio de que qualquer forma de sucesso só poderá ser atingido em alinhamento e harmonia com a ordem natural que desenha o próprio universo.

Isso significa procurar um sentido na vida que nos ultrapasse a nós próprios. Para a vida ser vivida de uma verdadeiramente gratificante, deve ser vivida em função de cuidar de algo maior do que de nós mesmos. É por isso que construímos família!... Mas para que a vida seja vivida de uma forma extraordinária, o nosso sentido deve ultrapassar a nossa própria família e encontrarmos uma forma de acrescentar valor a um grupo ainda maior de pessoas. Encontrar uma forma de servir à sociedade.

E se enquanto o fazemos experimentamos o nosso crescimento pessoal, esse crescimento é acelerado e levado ao seu máximo potencial, a partir do momento em que é investido no crescimento dos outros. E por isso os vencedores criam outros vencedores! Criar outros vencedores faz parte do processo de vencer. O universo é abundante e recompensa-nos quando estamos alinhados com esse princípio de abundância.

E este princípio da abundância é o verdadeiro princípio ecologia universal. Abundância por oposição ao espírito da escassez que tantas vezes norteia a acção humana. A escassez dos jogos de soma nula, em que não havendo valor acrescentado, o ganho de uns significa irremediavelmente a perda de outros.

Gerir a nossa vida não compreendendo o espírito da abundância, significa seguir o princípio da escassez que faz de nós exemplos patéticos de agressividade… ou passividade. Exemplos de quem não é capaz de construir relações em que ambas as partes saiam a ganhar.

Exemplos de quem faz aos outros antes que lhe façam a si, assentando o próprio conceito de vitória, nas derrotas dos outros, ou de quem desiste sequer de empreender. Tudo isto porque não está disposto a dar o seu melhor e porque não compreende sequer o pode ser isso.

Os vencedores dão o seu melhor todos os dias. Porque compreendem que o seu sucesso depende directamente da forma como usufruem da abundância de recursos que o universo proporciona. Para eles todos os dias são uma final e não há descontos de tempo, nem substituições. Têm um elevado sentido do agora, porque compreendem que o tempo é a quarta dimensão. Agora e já passou… agora e já passou…

Não vivem no passado, nem projectam no seu futuro as memórias do que lhes correu menos bem. Aprendem com o passado e vivem no presente, projectando no futuro as memórias das suas vitórias e a imagem das que ainda estão por acontecer. Vivem no presente, enquanto olham para o futuro.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Auto-Disciplina

Tenho tido recentemente a oportunidade de reflectir com algumas pessoas com quem trabalho, sobre aquilo que nos permite atingir determinadas realizações. Ou seja, como aparecem os resultados na nossa vida.

A maior parte das pessoas a quem pergunto como desenvolvem os seus níveis de confiança, responde-me que esta vem dos resultados. Isto faz-me sempre alguma confusão, pois não vejo como nos havemos sequer de propor a alguma realização digna de registo se não tivermos antes algum nível de confiança... Muito menos resultados! Estamos então tentados a cair num ciclo vicioso. Não temos resultados porque não temos confiança e não temos confiança porque não temos resultados. E muita gente passa a vida prisioneira desta armadilha.

Na minha opinião a confiança tem de aparecer antes dos resultados. Assumirmos esta responsabilidade dá-nos o controlo sobre o nosso futuro, por oposição a deixá-lo entregue à sorte agreste daquilo que o acaso nos trouxer. Um indivíduo confiante propor-se-á a determinados objectivos e criará condições para os atingir. Mas não alguém a quem essa confiança falte. Isso parece-me claro.

Mas onde vamos então buscar essa auto-confiança?... Respondo com outra pergunta... Qual é a principal característica dos Indivíduos confiantes?... Como se sentem eles em relação a si próprios? Acredito eu que essa característica é a auto-estima.

Alguém que gosta de si próprio confia nas suas capacidades, como tal desenvolverá a auto-confiança de que necessita para atingir os resultados a que se propõe. Mais do que isso, só alguém que goste de si próprio e seja consequentemente confiante, terá condições para lidar com o medo da possibilidade de não ser bem sucedido, em qualquer coisa que resolva empreender. Para tentar, primeiro e para obter resultados, depois, torna-se fundamental ter auto-estima.

E a auto-estima?... Onde a encontraremos então?... Será que é a olharmos para o espelho diariamente, a pensar quão fantásticos tivemos a felicidade de nascer?... Será que é sentados todo o dia à nossa secretária à espera que ela nos caia do céu?... Não me parece! Se esquecermos o que não está sob o nosso controlo e que se prende com o tipo de amor que tivemos na nossa infância e as marcas que isso nos deixou, parece-me que nos orgulhamos de nós próprios quando estamos satisfeitos com a quantidade e qualidade da nossa acção. Parece-me que gostamos de nós próprios quando sentimos que não demos menos do que o nosso melhor. A auto-estima nasce então da acção. Ou seja, da disciplina de fazer aquilo que sabemos que deve ser feito com o nosso máximo empenho. Ou dito de outra forma, a auto-estima vem da auto-disciplina. Da nossa capacidade de cumprirmos com uma série de práticas diárias.

Será este então o caminho para os resultados. Se nos auto-disciplinarmos diariamente estamos a construir a nossa auto-estima, que resultará na auto-confiança de que necessitamos para atingir os resultados que queremos.

A auto-disciplina coloca-nos o pão na boca.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Recursos para o Sucesso

Todos os resultados que atingimos na vida são determinados pela forma como pensamos, ou seja pela forma como usamos os nossos recursos mentais.

Todas as experiências que tivemos na vida e a forma como as avaliámos ou interpretámos cristalizaram-se num conjunto de informação que está gravada no nosso subconsciente e que funciona de alguma forma como o nosso programa central. Este programa central resulta numa função de piloto automático que se materializa no nosso comportamento habitual. O que nós acabamos por fazer resulta, acima de tudo, do hábito e é reflexo da imagem que temos de nós próprios.

Um dos aspectos fundamentais de tudo isto é que, da mesma forma que o nosso subconsciente foi até hoje programado de uma certa maneira, qualquer um de nós pode decidir em qualquer altura assumir o controlo dessa programação e reprogramá-lo de uma forma diferente. E, acima de tudo, de uma forma mais poderosa, no sentido de nos aproximar do que pretendemos para a nossa vida.

Todos nós temos uma série de atributos inatos e a responsabilidade de, ao longo da vida, lhe somarmos mais uma série de outros que podemos classificar de adquiridos. Mas aquilo que faz a diferença no nosso desempenho individual é a nossa atitude. Esta atitude funciona como factor multiplicativo da soma de todos os nossos atributos.

E a atitude resulta das nossas expectativas. Estas, por sua vez, têm origem nas nossas convicções, nos sentimentos de certeza em relação ao significado de algumas coisas.

Quando as nossas expectativas são positivas verifica-se um impacto imediato na forma como nos sentimos. Um sentimento de felicidade e autoconfiança que aumenta a nossa resistência aos desafios.

No fundo nós não somos mais do que aquilo que decidimos ser. Se não estivéssemos, de facto, contentes com o que temos ou o que somos, já tínhamos decidido mudar.

Temos o potencial para sermos ou termos tudo aquilo que desejarmos na vida. A questão é decidir se queremos pagar o preço…

O sucesso vale a pena, acima de tudo pelas pessoas em que nos tornamos no processo de ser bem sucedidos. O dinheiro, a glória e o reconhecimento sabem-nos bem, mas aquilo em que nos tornamos é o mais importante. Tudo o mais evolui naturalmente da pessoa em que nos tornamos.

A partir do momento em que decidimos ser bem sucedidos encontramos no treino e na acção a criatividade de que necessitamos para começar a transformar os nossos sonhos sem realidade. Sem acção todos os benefícios do treino são sentirmo-nos bem por alguns dias. Mas com acção nós conseguimos o crescimento necessário para obter mudanças e resultados de longo prazo. Tudo o que necessitamos para ser bem sucedidos pode ser aprendido.

Há que começar por reconhecer que temos tudo o que é fundamental para atingirmos o que quisermos e, a partir de aí, começar a desenvolver e a aplicar essas nossas capacidades.

Como nos diz Zig Ziglar “O ontem acabou na noite passada e o que é importante não é de onde se começa mas onde se chega.” A única forma de falhar é desistir!

(este artº foi publicado no OJE de 10.11.09)