segunda-feira, 9 de abril de 2012

Como definir objectivos


 Já dizia Séneca que: “Se não sabes para onde vais, todos os ventos te são desfavoráveis.” De facto, a partir do momento em que temos um objectivo, todas as decisões que tomamos têm em vista aproximarmo-nos dele. Mesmo quando essas decisões se mostram erradas, o facto de o objectivo estar definido permite-nos tomar a acção correctiva necessária para nos voltarmos a aproximar na próxima decisão. Mas o objectivo precisa de ser um verdadeiro objectivo e não apenas um desejo. O que é que distingue um do outro? De uma forma simples, a formulação de um desejo pressupõe uma postura passiva e a espera de que o acaso se organize no sentido de nos proporcionar o que pretendemos. A realidade é que isso raramente acontece. A formulação de um objectivo implica acção consequente e congruente com esse mesmo desígnio. Implica o início de uma aproximação constante em relação a esse fim. E a única forma de não chegarmos é desistir a meio do caminho.
Um pouco como funciona um avião ou mesmo um barco, depois de traçarem um objectivo, vão cerca de 99% do tempo fora de rota, mas ao monitorizarem de forma constante a sua aproximação podem também ir adoptando a acção correctiva, que os conduzirá ao destino que pretendem.  
Em primeiro lugar, os objectivos devem ser específicos. Isto significa que devem não só ser claros, como bem definidos e identificados. Significa que devemos conhecer o maior número de detalhes possível sobre o resultado que pretendemos.
Depois devem ser quantificados. Ou seja, devem ser mensuráveis. Deve ser possível perceber de uma forma rigorosa se nos estamos a aproximar deles ou não. Devem ser traduzíveis em números o mais possível.
Devem ainda ser enquadrados no tempo. Para ser possível medir a sua realização com rigor, é preciso saber quando se faz essa medição. Se não tiverem datas para se realizar, não são verdadeiros objectivos pois perdem uma parte do seu poder. A parte que vem da pressão positiva de haver um prazo de realização e que nos permite saltar depois para o objectivo seguinte.
Por último, torna-se relevante que sejam atingíveis. E este é o ponto onde a maior parte de nós tem grandes dificuldades. Por um lado, ser atingível não deve levar a que sejam tão fáceis que dificilmente não os consigo atingir, por outro não podemos permitir que sejam tão ambiciosos que nem nós próprios, no fundo, que acreditemos neles.
Outro aspecto fundamental dos objectivos é a pessoa em que nos tornamos no processo de os atingir. Os objectivos devem-nos obrigar a dar o melhor de nós. Devem-nos obrigar a reforçar as nossas competências centrais e mesmo a nossa própria identidade, incluindo os nossos valores e convicções. Desta forma, tornam-se importantes não só por aquilo que nos trazem, mas principalmente por aquilo em que nos tornam. Melhores pessoas, mais capazes, com uma lista de qualidades mais atractiva, com uma maior capacidade de influenciar os outros e de os mobilizar e mesmo com um nível de conhecimento mais elevado.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A vantagem dos vencedores!


Ser excepcional!


Muita gente se recorda, nas Olimpíadas de 2008, da 7.ª medalha de ouro de Michael Phelps, nos 100 m mariposa na última braçada. Depois de ir em segundo toda a prova e mesmo dando a última braçada depois do seu principal adversário, Phelps chega primeiro porque a braçada do outro atleta ficou a poucos centímetros do muro. Impressionante! Phelps leva a sua 7.ª medalha de ouro e o segundo classificado, quem se lembra do nome dele? Um atleta de excepção. Foi em primeiro toda a prova, perdeu na última braçada por uma fracção de segundo e ninguém se lembra do seu nome…
Uma das maiores evoluções no campo da performance humana é o conceito da vantagem do vencedor, the winning edge concept. A ideia de que um grau, um centímetro, um segundo, podem fazer a diferença entre quem rapa todas as recompensas e quem vai para casa de mãos a abanar... E se no desporto o segundo classificado ainda leva prémios de consolação e algum dinheiro, na vida o cenário é, muitas vezes mais cruel. Na vida, com frequência o segundo classificado zero.
Com a globalização, as tecnologias de informação e os programas de treino à disposição de qualquer um estão reunidas as condições para cada um de nós crescer até onde quiser na respectiva profissão.
        E podemos pensar que isso não é justo e que vamos à missa ao domingo e que ajudamos os pobrezinhos e temos as quotas do clube desportivo em dia, que a vida não nos devia tratar assim… Mas é a realidade. A vida nem sempre é justa. Basta uma pequeníssima diferença para decidir quem aparece com o resultado. 
Cada vez mais isto é verdade. Cada vez mais vivemos num mundo competitivo e como tal, ser bom já não chega. Os bons recolhem pobres resultados. Para se obterem bons resultados há que ser Excelente. Há que estar a 100%! Mas para se obterem resultados excelentes há que estar acima dos 100%. Para se obterem resultados excelentes, há que ser absolutamente excepcional. E são os indivíduos excepcionais que rapam todos os benefícios.

terça-feira, 27 de março de 2012

A Auto-imagem


O nosso mundo exterior depende do interior. Aquilo que nos acontece na vida depende, em grande parte, do que se passa dentro da nossa cabeça. As nossas experiências exteriores são um reflexo dos nossos padrões de pensamento. Consequentemente, e ao longo do tempo, nós tendemos a criar nas nossas vidas o equivalente mental das nossas convicções sobre nós próprios.
 Explicando este fenómeno de uma forma mais simples, o que se passa é que o nosso comportamento depende directamente da nossa imagem sobre nós próprios. Nós agimos sempre de acordo com a nossa auto-imagem. Simplesmente não é possível, para qualquer um de nós, agir de um forma que não seja congruente com aquelas que acreditamos serem as nossas principais características. O nosso comportamento decorre sempre e directamente da ideia que temos sobre as nossas competências, sobre as nossas convicções e sobre os nossos valores. E simplesmente não nos propomos sequer a fazer algo que não se encaixe perfeitamente nestas regras que criámos sobre a pessoa que nós entendemos que somos.
Como é que se cria esta auto-imagem? Para a criação desta auto-imagem, contribuem diversos factores que vamos cristalizando ao longo das nossas vidas. Um dos factores mais importantes são as expectativas dos nossos pares sobre nós próprios. E de entre os nossos pares, há alguns que assumem especial importância como os nossos pais, os nossos chefes, as pessoas que mais admiramos, enfim
,
todos aqueles a quem reconhecemos algum tipo de autoridade.
Outro dos aspectos fundamentais são as nossas expectativas sobre nós próprios, que são em grande parte influenciadas pelo factor anteriormente mencionado. Por outro lado, estas expectativas vão sendo consolidadas pelas nossas memórias da forma como nos comportámos ao longo das nossas vidas.
Tudo isto tem um impacto absolutamente decisivo na nossa performance no sentido em que os nossos resultados dependem também directamente dos nossos comportamentos. Por isso é que os indivíduos mais bem sucedidos têm normalmente uma convicção inabalável nas suas capacidades para enfrentar e ultrapassar os desafios que lhes forem surgindo.

segunda-feira, 19 de março de 2012

As leis mentais por Brian Tracy


Os Princípios Universais


Um dos grandes desafios que temos na vida é de que nascemos sem manual de instruções. Para além disso, não é fácil, enquanto crescemos, recolher informação sobre a forma de vivermos melhor. E porquê? Porque simplesmente a nossas sociedade não organizou a educação para nos informar sobre esses aspectos. Aliás, em rigor, embora tenham sido investidos muitos milhões nos últimos séculos, em perceber o que distingue as pessoas mais bem sucedidas das outras e de esses estudos apontarem para uma série de conclusões comuns, por alguma razão, a maior parte da população não dá grande importância aos resultados desses estudos, ou não sabe sequer da sua existência.
Um dos mistérios da natureza humana é o de não nos preocuparmos, como regra, em estudar os assuntos que para nós são importantes. A maior parte de nós espera ser saudável sem nunca estudar saúde, ter boas relações sem nunca estudar relacionamentos, e viver financeiramente mais desafogado sem nunca estudar criação de riqueza. Como se estas coisas não fossem efeitos com causas bem determinadas a montante. Como se saúde e forma física, relacionamentos familiares e sociais, e carreira e vida financeira fossem áreas da nossa vida que se organizassem por acaso... Esperamos ter uma vida boa sem nunca ter estudado como a podemos atingir e, muitas vezes, sem sequer idealizar sobre como seria, exactamente, essa mesma vida.
Para se ter resultados na vida é necessário compreender os princípios da vida. Para se ter sucesso é preciso compreender quais são os princípios pelos quais funciona o universo e alinharmo-nos com esses princípios. Ao estudarmos os princípios universais começamos a perceber quais são as regras que devemos seguir para começar a ter resultados... e tudo começa a mudar nas nossas vidas. Ao compreendermos e seguirmos as regras, passamos a tirar o máximo partido dos recursos que temos disponíveis e a vida não volta a ser igual.

terça-feira, 13 de março de 2012