sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Optimismo: a 3ª chave do sucesso.


Praticamente todos os trabalhos e estudos que li sobre sucesso, apontam o optimismo como uma das principais características dos indivíduos bem sucedidos. E falo de optimismo não no sentido de esperar que as coisas lhes corram bem independentemente daquilo que fazem, ou de manter esperanças de que a sorte os bafeje e os seus desafios acabem por se ver resolvidos, mas sim de esperar bons resultados da sua acção deliberada.
Muitas vezes vejo pessoas justificarem a razão de marcarem objectivos baixos para si próprios com a justificação de serem realistas. Creio que muito de nós confundem realismo com pessimismo. Realismo é conhecer a realidade. Hoje! Tal e qual ela é! Nem melhor nem pior. Optimismo é acharmos que amanhã pode ser melhor. E sim, estou absolutamente convicto que essa é uma característica dos Vencedores. Acreditar profundamente que o amanhã pode ser melhor.
O optimismo passa pela compreensão de que a vida é uma auto-profecia. Aquilo que esperamos, com convicção, é aquilo que acabamos por ter. E isto não acontece por nenhuma razão esotérica, mas porque o nosso subconsciente acaba por encontrar na realidade forma de as nossas expectativas se realizarem.
As pessoas bem sucedidas são optimistas. As pessoas bem sucedidas esperam que as coisas lhes corram bem e elas correm.

Os Optimistas vêem o futuro e agem! Só os Optimistas agem energicamente com elevado sentido de urgência. Só os optimistas persistem até que os resultados cheguem. Colocam-se na fila e ficam na fila porque sabem que a sua vez vai chegar.

Os indivíduos bem sucedidos são optimistas, porque os únicos jardins que são regados são os que sabemos que vão crescer. Por isso os Optimistas cuidam dos seus projectos até que estes floresçam.

A fundação das suas realizações é a gratidão. Focam-se nos aspectos positivos. Compreendem que independentemente dos seus desafios, são uns felizardos por tudo aquilo que a vida lhes proporciona. O sol, a chuva, a terra e a semente. Compreendem que só depende deles processar as dádivas da natureza e da sociedade e com isso criar valor.

Sabem que o medo paralisa e atrofia. E sabem que tudo o que procuram está fora da sua zona de conforto. Têm noção de que tudo o que querem está do lado contrário do medo.

Os Optimistas não têm problemas. Têm desafios! Têm a clara noção de que hão-de os ter sempre e de que o objectivo na vida não é deixar de os ter. O seu objectivo é de que os seus desafios tenham cada vez mais qualidade. Sejam cada vez mais sofisticados. O único sítio onde há pessoas sem desafios é no cemitério!

A Gratidão é a Mãe da Fé, que por sua vez é a Mãe do Optimismo, que é o Pai da Perseverança. A Perseverança é a Mãe do sucesso, porque a única forma de verdadeiramente fracassar é desistir!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A força de um Propósito!


Viktor Frankl, o Psiquiatra Austríaco que durante a 2ª grande guerra foi prisioneiro dos campos de concentração Alemães, demonstrou no seu trabalho, realizado exactamente durante essa sua experiência, que a força do propósito é a mais poderosa força na mobilização de um ser humano. Quanto temos um verdadeiro propósito nada nos pode parar.

O que se passa é que nos habituámos a utilizar o termo objectivo de uma forma muito ligeira. Confundimo-lo muitas vezes com desejos.

Um verdadeiro objectivo implica uma decisão. E decisão, que é outra palavra que nos habituámos a utilizar com ligeireza significa cortar com todas as outras alternativas. Decisão vem de de... cisão, de uma cisão, de um corte. Quando formulamos um verdadeiro objectivo isso implica cortar com todas as outras alternativas. Com todas as outras opções!

Conto com alguma frequência, nomeadamente nos meus workshops, um episódio que se passou comigo e que foi extraordinariamente marcante. De tal forma que utilizo  sempre esta história para ilustrar o que quero dizer com um verdadeiro objectivo.

Eu tinha 28 anos e posso precisar isso porque a minha filha tinha acabado de nascer. Trabalhava num Banco, com responsabilidades na área comercial e um dia enquanto discutíamos os objectivos para uma campanha que íamos lançar, o Director de Marketing, alguém que com o tempo aprendi a considerar como uma das pessoas mais sensatas que alguma vez conheci, colocou um determinado objectivo em cima da mesa. Não me recordo do número com exactidão mas sei que era muito grande. Muito mais do que normalmente estávamos habituados a fazer. E nessa altura, sem sequer reflectir, saiu-me um desabafo: “Manuel, o meu amigo está louco!” E sem pestanejar, mas muito tranquilamente, o Manuel retorquiu: “Ouça... Se a vida da sua filha dependesse da realização deste objectivo... Eu continuava a ser louco?”

Fez-se silêncio absoluto. Nem balbuciei nenhum tipo de resposta... Percebi que o meu amigo me estava a dar uma das maiores lições da minha vida.  A questão não era a dimensão do objectivo. A questão prendia-se, em absoluto, com os recursos pessoais que eu estava disposto a investir nesse objectivo, bem como com o sentido de urgência com que eu iria encarar a situação.

São estes objectivos que nos trazem a resiliência de que necessitamos quando chegar a frustração. Porque essa, eu prometo, vai estar sempre presente. Em tudo o que empreendemos há uma altura em que aparece a frustração. E esse é também o momento decisivo: o momento em que devemos decidir se desistimos ou persistimos. E para persistir quando as coisas estão mesmo difíceis precisamos dos objectivos. E para isso eles têm de ser grandes... Grandes!... GRANDES!!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pensamentos de Jim Rohn sobre liderança...

“The challenge of leadership is...

to be strong, but not rude.

Be kind, but not weak.

Be bold, but not a bully.

Be thoughtful, but not lazy.

Be humble, but not timid.

Be proud, but not arrogant.

Have humor, but without folly.

Be wise as a serpent but harmless as a dove!”

 

 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Acima da linha

Não é o que acontece, mas a forma como respondemos a isso que condiciona a maior parte da nossa vida. Aprendi que a vida é 10% aquilo que nos acontece e 90% aquilo que fazemos sobre isso.

Esse é exactamente o desafio da vida. Usar tudo o está à nossa disposição e, usando a nossa filosofia, transformar tudo isso em valor! E quando digo tudo, quero dizer absolutamente tudo. Mesmo aquilo que numa primeira abordagem nos parece uma tragédia.

O factor mais determinante, na forma como resulta e funciona a nossa vida, é a nossa filosofia. O verdadeiro teste de maturidade é exactamente assumir a responsabilidade de criar valor, com aquilo que a vida nos traz.

É através da nossa filosofia que podemos transformar a informação e as ideias que estão à nossa disposição em valor. É isso que nos torna diferentes dos animais. Estes só podem contar com os seus instintos. Quando inverno chega os patos só podem voar para o sul. Se o sul não estiver grande coisa... Azar... Nada mais se pode fazer... Mas nós não. Nós podemos desenvolver a nossa filosofia! E para isso temos de pensar. Temos de descobrir e processar ideias...

Ao compreendermos a causa e efeito, compreendemos também a quantidade de escolhas e alternativas que temos em cada momento no tempo. E quando partimos de um lugar de responsabilidade, as duas escolhas principais são a de aceitar a propriedade das condições de vida, tal e qual se nos apresentam e aceitar a responsabilidade de mudar essas condições, caso não estejamos inteiramente satisfeitos com elas.
E assumir a responsabilidade é também prestarmos contas a nós  próprios. Quando há uns anos decidi terminar a minha carreira corporativa e tornar-me Empresário foi, em grande parte por isto mesmo. Porque decidi prestar contas da minha vida a mim próprio. Porque percebi que estava a subir uma escada encostada na parede errada. A viver a vida pelo guião de uma outra pessoa.
E tomei a decisão mais difícil da minha vida, exactamente porque senti que não tinha o direito de ser menos que um exemplo brilhante para os meus filhos. Porque senti que não estava preparado para um dia olhar para trás e sentir que tinha sido menos do que as minhas capacidades me permitiam ser. Foi o dia em que percebi que tinha de prestar contas. A mim e aos outros. Começando pela minha família e depois à sociedade.
Este é, para mim, o princípio número um do sucesso. Provavelmente a coisa mais importante que aprendi na vida e a melhor herança que posso deixar às minhas crianças.
Viver acima da linha faz de nós vencedores enquanto viver abaixo da linha não nos deixa passar de vítimas das circunstâncias.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Abaixo da linha


O meu amigo Brad Sugars, para explicar o princípio da responsabilidade, costumava desenhar uma linha a que chamava a linha da vida. E desenvolvia que a maior parte das pessoas vivia as suas vidas abaixo desta linha.
De cada vez que encontramos uma desculpa para o que não está a correr como nós imaginávamos estamos a viver a vida abaixo da linha.
A mediocridade é cheia de razões!

Quando alguma coisa não nos corre bem, ou encontramos alguma dificuldade no caminho para os nossos objectivos, a nossa tendência é encontrar uma desculpa ou justificação. Quando encontramos uma justificação, tendemos a ligar-nos a ela. À medida que a repetimos fertilizamo-la e fazemo-la crescer no nosso subconsciente. Enquanto ela cresce vai-se tornando verdadeira, pelo menos para nós, contagiando e toldando todas as nossas outras iniciativas e chegando a comprometer o objectivo. É o princípio do fracasso! Encontrámos um alibi!

Da mesma maneira estaremos a viver a vida abaixo da linha quando encontramos culpados. De cada vez que encontramos alguém ou algo a quem atribuir as razões das nossas dificuldades estamos a boicotar as nossas possibilidades de ser bem sucedidos.

De cada vez que culpamos a sociedade, a família, a empresa onde trabalhamos, o governo, o mordomo, a sogra e o próprio mundo, que não nos trata de uma forma justa, estamos a viver a vida abaixo da linha.
Até que compreendamos que se continuarmos a culpar tudo à nossa volta pelos meus lentos progressos, estamos a culpar tudo o que temos. Se culparmos o sol, o vento, o solo, a chuva, as sementes e as estações do ano, então nada mais resta.
E viver abaixo da linha é também viver em negação. Mostramos alguma dificuldade em ver as coisas tal como elas são. Tendemos a ter uma visão enviesada sobre a realidade, quando esta nos diz respeito pessoalmente. O problema é que não dizer, ou ver, a verdade sobre a nossa vida rouba-nos o poder de agir. Esvazia-nos do poder de actuar e melhorar. Até que nos coloquemos em cima da balança e pararmos de argumentar que temos os ossos pesados e assumirmos que estamos gordos, não vamos poder mudar a nossa alimentação e os nossos hábitos de actividade física.
Mas viver abaixo da linha não nasce connosco. É algo que aprendemos! E se aprendemos a viver abaixo da linha também podemos aprender a viver acima.