segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Poder da Visualização.


A força da visualização.


A nossa capacidade de visualizar e, por isso, de viver as coisas por dentro antes de as viver por fora, é uma das nossas capacidades mais poderosas. Este hábito permite a gravação da informação no nosso subconsciente, mas permite também a ligação da informação ao superconsciente.
A visualização desencadeia a força da lei da atracção, pela qual tudo aquilo com que ocupamos a nossa mente, de uma forma constante, se torna fisicamente a nossa realidade.
Um coronel americano, vários anos prisioneiro num campo de concentração durante a guerra da Coreia e confinado a uma minúscula cela sem grades nem luz, onde uma vez por dia se abria uma porta por onde lhe entrava alguma comida e onde não tinha sequer espaço para dormir esticado, nem sítio para fazer as suas necessidades, passava o seu dia dedicado à sua paixão: o golfe. O coronel jogou e voltou a jogar, mentalmente e durante anos, todos os jogos que havia feito na vida. Quando se cansou de jogar esses jogos, começou a jogar os jogos de outros e até a imaginar jogos que nunca antes havia jogado. Visualizava na perfeição todos aqueles momentos e era a isso que dedicava o seu dia durante os anos em que esteve preso. Quando terminou a guerra e teve a oportunidade de voltar aos EUA, inscreveu-se num torneio e ainda que subnutrido e em má forma física, fez o seu melhor jogo de sempre.
Quando foi entrevistado e lhe perguntaram se era sorte a performance obtida depois de tantos anos sem jogar, respondeu que não podia ser sorte pois tinha feito "o pior jogo dos últimos anos". Estando em modo de visualização, temos a oportunidade de praticar apenas as coisas boas enquanto na experiência real praticamos, muitas vezes, os erros de forma repetida e são eles que acabam por ficar também cristalizados na nossa auto-imagem e, consequentemente, no nosso desempenho. Testes feitos em universidades americanas com equipas de basquetebol comprovam os mesmos resultados. Colocadas equipas a praticar lances livres em modo de visualização e outras em modo real, as que treinam em modo de visualização acabam quase sempre por ter melhores resultados.
A realidade é que o nosso subconsciente não distingue a experiência real da fictícia, tomando as duas como boas. Como em visualização acertamos sempre, desenvolvemos a autoconfiança necessária para ser bem sucedidos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Poder de definir objectivos...


Como definir objectivos


 Já dizia Séneca que: “Se não sabes para onde vais, todos os ventos te são desfavoráveis.” De facto, a partir do momento em que temos um objectivo, todas as decisões que tomamos têm em vista aproximarmo-nos dele. Mesmo quando essas decisões se mostram erradas, o facto de o objectivo estar definido permite-nos tomar a acção correctiva necessária para nos voltarmos a aproximar na próxima decisão. Mas o objectivo precisa de ser um verdadeiro objectivo e não apenas um desejo. O que é que distingue um do outro? De uma forma simples, a formulação de um desejo pressupõe uma postura passiva e a espera de que o acaso se organize no sentido de nos proporcionar o que pretendemos. A realidade é que isso raramente acontece. A formulação de um objectivo implica acção consequente e congruente com esse mesmo desígnio. Implica o início de uma aproximação constante em relação a esse fim. E a única forma de não chegarmos é desistir a meio do caminho.
Um pouco como funciona um avião ou mesmo um barco, depois de traçarem um objectivo, vão cerca de 99% do tempo fora de rota, mas ao monitorizarem de forma constante a sua aproximação podem também ir adoptando a acção correctiva, que os conduzirá ao destino que pretendem.  
Em primeiro lugar, os objectivos devem ser específicos. Isto significa que devem não só ser claros, como bem definidos e identificados. Significa que devemos conhecer o maior número de detalhes possível sobre o resultado que pretendemos.
Depois devem ser quantificados. Ou seja, devem ser mensuráveis. Deve ser possível perceber de uma forma rigorosa se nos estamos a aproximar deles ou não. Devem ser traduzíveis em números o mais possível.
Devem ainda ser enquadrados no tempo. Para ser possível medir a sua realização com rigor, é preciso saber quando se faz essa medição. Se não tiverem datas para se realizar, não são verdadeiros objectivos pois perdem uma parte do seu poder. A parte que vem da pressão positiva de haver um prazo de realização e que nos permite saltar depois para o objectivo seguinte.
Por último, torna-se relevante que sejam atingíveis. E este é o ponto onde a maior parte de nós tem grandes dificuldades. Por um lado, ser atingível não deve levar a que sejam tão fáceis que dificilmente não os consigo atingir, por outro não podemos permitir que sejam tão ambiciosos que nem nós próprios, no fundo, que acreditemos neles.
Outro aspecto fundamental dos objectivos é a pessoa em que nos tornamos no processo de os atingir. Os objectivos devem-nos obrigar a dar o melhor de nós. Devem-nos obrigar a reforçar as nossas competências centrais e mesmo a nossa própria identidade, incluindo os nossos valores e convicções. Desta forma, tornam-se importantes não só por aquilo que nos trazem, mas principalmente por aquilo em que nos tornam. Melhores pessoas, mais capazes, com uma lista de qualidades mais atractiva, com uma maior capacidade de influenciar os outros e de os mobilizar e mesmo com um nível de conhecimento mais elevado.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A vantagem dos vencedores!


Ser excepcional!


Muita gente se recorda, nas Olimpíadas de 2008, da 7.ª medalha de ouro de Michael Phelps, nos 100 m mariposa na última braçada. Depois de ir em segundo toda a prova e mesmo dando a última braçada depois do seu principal adversário, Phelps chega primeiro porque a braçada do outro atleta ficou a poucos centímetros do muro. Impressionante! Phelps leva a sua 7.ª medalha de ouro e o segundo classificado, quem se lembra do nome dele? Um atleta de excepção. Foi em primeiro toda a prova, perdeu na última braçada por uma fracção de segundo e ninguém se lembra do seu nome…
Uma das maiores evoluções no campo da performance humana é o conceito da vantagem do vencedor, the winning edge concept. A ideia de que um grau, um centímetro, um segundo, podem fazer a diferença entre quem rapa todas as recompensas e quem vai para casa de mãos a abanar... E se no desporto o segundo classificado ainda leva prémios de consolação e algum dinheiro, na vida o cenário é, muitas vezes mais cruel. Na vida, com frequência o segundo classificado zero.
Com a globalização, as tecnologias de informação e os programas de treino à disposição de qualquer um estão reunidas as condições para cada um de nós crescer até onde quiser na respectiva profissão.
        E podemos pensar que isso não é justo e que vamos à missa ao domingo e que ajudamos os pobrezinhos e temos as quotas do clube desportivo em dia, que a vida não nos devia tratar assim… Mas é a realidade. A vida nem sempre é justa. Basta uma pequeníssima diferença para decidir quem aparece com o resultado. 
Cada vez mais isto é verdade. Cada vez mais vivemos num mundo competitivo e como tal, ser bom já não chega. Os bons recolhem pobres resultados. Para se obterem bons resultados há que ser Excelente. Há que estar a 100%! Mas para se obterem resultados excelentes há que estar acima dos 100%. Para se obterem resultados excelentes, há que ser absolutamente excepcional. E são os indivíduos excepcionais que rapam todos os benefícios.

terça-feira, 27 de março de 2012

A Auto-imagem


O nosso mundo exterior depende do interior. Aquilo que nos acontece na vida depende, em grande parte, do que se passa dentro da nossa cabeça. As nossas experiências exteriores são um reflexo dos nossos padrões de pensamento. Consequentemente, e ao longo do tempo, nós tendemos a criar nas nossas vidas o equivalente mental das nossas convicções sobre nós próprios.
 Explicando este fenómeno de uma forma mais simples, o que se passa é que o nosso comportamento depende directamente da nossa imagem sobre nós próprios. Nós agimos sempre de acordo com a nossa auto-imagem. Simplesmente não é possível, para qualquer um de nós, agir de um forma que não seja congruente com aquelas que acreditamos serem as nossas principais características. O nosso comportamento decorre sempre e directamente da ideia que temos sobre as nossas competências, sobre as nossas convicções e sobre os nossos valores. E simplesmente não nos propomos sequer a fazer algo que não se encaixe perfeitamente nestas regras que criámos sobre a pessoa que nós entendemos que somos.
Como é que se cria esta auto-imagem? Para a criação desta auto-imagem, contribuem diversos factores que vamos cristalizando ao longo das nossas vidas. Um dos factores mais importantes são as expectativas dos nossos pares sobre nós próprios. E de entre os nossos pares, há alguns que assumem especial importância como os nossos pais, os nossos chefes, as pessoas que mais admiramos, enfim
,
todos aqueles a quem reconhecemos algum tipo de autoridade.
Outro dos aspectos fundamentais são as nossas expectativas sobre nós próprios, que são em grande parte influenciadas pelo factor anteriormente mencionado. Por outro lado, estas expectativas vão sendo consolidadas pelas nossas memórias da forma como nos comportámos ao longo das nossas vidas.
Tudo isto tem um impacto absolutamente decisivo na nossa performance no sentido em que os nossos resultados dependem também directamente dos nossos comportamentos. Por isso é que os indivíduos mais bem sucedidos têm normalmente uma convicção inabalável nas suas capacidades para enfrentar e ultrapassar os desafios que lhes forem surgindo.