As pessoas bem sucedidas são optimistas. As pessoas bem sucedidas esperam que as coisas lhes corram bem e elas correm.
As pessoas optimistas vêm o presente tal como é. Nem melhor, nem pior. Mas o que as distingue de todas as outras é compreenderem como pode o futuro ser melhor. São realistas porque têm a noção da realidade tal e qual ela é, mas são optimistas porque têm claro também, como ela pode ser.
Os Optimistas veêm o futuro e tomam acção. Só os Optimistas tomam realmente acção. Persistem com perseverança até que os resultados cheguem. Os Optimistas colocam-se na fila e ficam na fila porque sabem que a sua vez vai chegar. Os indivíduos bem sucedidos são optimistas, porque os únicos jardins que são regados, são os que sabemos que vão crescer. Por isso os Optimistas cuidam dos seus projectos até que estes floresçam.
A fundação das suas realizações é a gratidão. Focam-se nos aspectos positivos. Compreendem que independentemente dos seus desafios, são uns felizardos por tudo aquilo que a vida lhes proporciona. O sol, a chuva, a terra e a semente. Compreendem que só depende deles processar as dádivas da natureza e da sociedade e com isso criar valor.
Sabem que com convicção obtêm a clareza necessária, que lhe traz o poder de atingir as realizações a que se propõem. Sabem que, pelo contrário, quem parte do medo paralisa e atrofia. Sabem que tudo o que procuram está fora da sua zona de conforto.
Sabem que tudo o que querem está do lado contrário do medo. E, acima de tudo, têm consciência de que cada vez que são confrontados com o medo, tudo o que têm a fazer é focar-se em tudo quanto são gratos.
Pedi outro dia aos meus filhos, que têm 9 e 6 anos de idade, que fizessem uma lista de 100 coisas de que gostam e de que estão agradecidos, para que pudessem ler cada vez que estivessem tristes. Foi impressionante a rapidez com que ultrapassaram as 100... Uma boa liçaõ para as crianças, que é também uma boa lição para nós adultos.
Os Optimistas não têm problemas. Têm desafios! Têm a clara noção de que hão de os ter sempre e de que o objectivo na vida não é deixar de os ter. O seu objectivo é de que os seus desafios tenham cada vez mais qualidade. Sejam cada vez mais sofisticados. O único sítio onde há pessoas sem desafios é no cemitério!
A Gratidão é a Mãe da Fé, que por sua vez é a Mãe do Optimismo, que é o Pai da Perseverança. A Perseverança é a Mãe do sucesso, porque a única forma de verdadeiramente fracassar é desistir!
As pessoas bem sucedidas são optimistas... porque são gratas!
Acredito que os resultados que obtemos, em qualquer área da nossa vida, decorrem directamente da nossa maneira de pensar e respectiva consequência nas escolhas que fazemos.
Não é aquilo que acontece que determina o nosso futuro, mas sim a forma como respondemos a isso!
Aqui partilho ideias que tenho recolhido e ensaiado na minha vida e que acredito poderem ajudar outras pessoas no seu caminho.
Se gostar, conto consigo para divulgar o Blog e assim chegar a mais gente. Obrigado!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
A vida é um pronto-a-comer
Desde há algum tempo a esta parte, comecei a encarar a vida como um pronto-a-comer.
Qual é a primeira coisa a fazer num pronto-a-comer? Colocarmo-nos na fila. Se não nos colocarmos na fila não almoçamos. Também na vida e para tudo aquilo a que nos propomos, há uma fila para enfrentar. Na vida a fila é o tempo que levamos até atingir aquilo a que nos propomos. Ninguém gosta de esperar e, por isso, não podemos esperar que estar na fila seja agradável. Quem se propõe a algo enfrenta inevitavelmente desafios até atingir o seu objectivo. E quanto mais ambicioso for o objectivo, maiores desafios se deve preparar para enfrentar. Quanto melhor for a refeição maior será a fila e consequentemente a espera.
E é aí que chega a segunda lição do pronto-a-comer. Para chegar à nossa vez é preciso continuar na fila. Num pronto-a-comer, se não estivermos dispostos a esperar, não comemos. Se entrarmos na fila e nos aborrecermos de esperar e sairmos, não temos (pelo menos ali) refeição. Na vida os resultados dos nossos esforços também não chegam de imediato. É um mecanismo que o universo tem para nossa própria defesa. Já imaginou se os nossos erros e más práticas fossem imediatamente fatais? Para termos maus resultados há que insistir em determinados maus juízos de uma forma regular. Então para sermos bem sucedidos também há que manter boas práticas de uma forma disciplinada e esperar até os resultados que pretendemos apareçam. Se sairmos da fila por nos cansarmos de esperar, não teremos os resultados. Todas as pessoas que estão no princípio da fila começaram no fim da fila. Todas as filas em que vale a pena estar no princípio, vale também a pena começar no fim.
A vida é como um pronto-a-comer! Tal como num pronto a comer, na vida cabe-nos escolher aquilo que queremos para nós. A realidade todos os dias nos proporciona várias opções e cabe-nos a nós escolher as que mais nos convêm. Se tomamos as opções erradas, não vale de nada lamentarmo-nos da nossa refeição. A terceira lição é então escolher o que é apropriado para nós e não levar o resto. Assumir a responsabilidade de manter várias alternativas em aberto e levar apenas o que nós queremos e não o que os outros querem.
Assim como num pronto-a-comer também na vida temos de pagar o preço, antes de usufruir do retorno. Se decidimos pagar um preço baixo não podemos esperar grande refeição. A grande diferença é que na vida o preço paga-se em auto-disciplina e conhecimento. Primeiro estudar o que e como fazer e depois mantermo-nos fiéis às nossas decisões e tomar acção massiva. A quarta lição será então pagar antes de comer. Pagar em acção disciplinada e obter depois o retorno dessa acção.
Primeira lição entrar na fila. Segunda lição ficar na fila até chegar a nossa vez. Terceira lição escolher (só) o que nos interessa. Quarta lição estar disposto a pagar o preço antes de obter o resultado.
Qual é a primeira coisa a fazer num pronto-a-comer? Colocarmo-nos na fila. Se não nos colocarmos na fila não almoçamos. Também na vida e para tudo aquilo a que nos propomos, há uma fila para enfrentar. Na vida a fila é o tempo que levamos até atingir aquilo a que nos propomos. Ninguém gosta de esperar e, por isso, não podemos esperar que estar na fila seja agradável. Quem se propõe a algo enfrenta inevitavelmente desafios até atingir o seu objectivo. E quanto mais ambicioso for o objectivo, maiores desafios se deve preparar para enfrentar. Quanto melhor for a refeição maior será a fila e consequentemente a espera.
E é aí que chega a segunda lição do pronto-a-comer. Para chegar à nossa vez é preciso continuar na fila. Num pronto-a-comer, se não estivermos dispostos a esperar, não comemos. Se entrarmos na fila e nos aborrecermos de esperar e sairmos, não temos (pelo menos ali) refeição. Na vida os resultados dos nossos esforços também não chegam de imediato. É um mecanismo que o universo tem para nossa própria defesa. Já imaginou se os nossos erros e más práticas fossem imediatamente fatais? Para termos maus resultados há que insistir em determinados maus juízos de uma forma regular. Então para sermos bem sucedidos também há que manter boas práticas de uma forma disciplinada e esperar até os resultados que pretendemos apareçam. Se sairmos da fila por nos cansarmos de esperar, não teremos os resultados. Todas as pessoas que estão no princípio da fila começaram no fim da fila. Todas as filas em que vale a pena estar no princípio, vale também a pena começar no fim.
A vida é como um pronto-a-comer! Tal como num pronto a comer, na vida cabe-nos escolher aquilo que queremos para nós. A realidade todos os dias nos proporciona várias opções e cabe-nos a nós escolher as que mais nos convêm. Se tomamos as opções erradas, não vale de nada lamentarmo-nos da nossa refeição. A terceira lição é então escolher o que é apropriado para nós e não levar o resto. Assumir a responsabilidade de manter várias alternativas em aberto e levar apenas o que nós queremos e não o que os outros querem.
Assim como num pronto-a-comer também na vida temos de pagar o preço, antes de usufruir do retorno. Se decidimos pagar um preço baixo não podemos esperar grande refeição. A grande diferença é que na vida o preço paga-se em auto-disciplina e conhecimento. Primeiro estudar o que e como fazer e depois mantermo-nos fiéis às nossas decisões e tomar acção massiva. A quarta lição será então pagar antes de comer. Pagar em acção disciplinada e obter depois o retorno dessa acção.
Primeira lição entrar na fila. Segunda lição ficar na fila até chegar a nossa vez. Terceira lição escolher (só) o que nos interessa. Quarta lição estar disposto a pagar o preço antes de obter o resultado.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Porque é que nos pagam afinal?
Houve uma altura da minha vida, estava eu ainda nos primeiros anos de carreira, em que conheci alguém que marcou muito. Esta pessoa acabou por me ajudar a refinar a minha atitude e filosofia, permitindo-me ir mais longe do que até aí seria possivel.
Um dia queixei-me ao meu amigo das minhas condições de trabalho, reclamando do meu salário e da falta de motivação que (entendia eu) consequentemente, acabava por sentir.”Se pagam ordenados destes, como é que esperam que as coisas corram melhor?” Reclamava eu indignado... “Pagam ordenados desses a si!” Respondeu-me. “Não há pessoas a quem a empresa paga mais?...” Continuou. “Então, até que o meu amigo se requalifique e passe a trazer mais valor para a empresa, esse continuará, provavelmente a ser o seu salário...”
Foi nesse dia que percebi que não era pago ao mês. Foi nesse dia que percebi que era pago pelo valor que colocava no mês.
Seria então possivel multiplicar o valor do meu rendimento? Claro! Bastaria requalificar-me e desenvolver as mihas competências, para passar a trazer ao mercado mais valor no mesmo espaço de tempo. E aí o mercado estaria encantado em pagar mais pelo meu trabalho.
O que não podemos é esperar ganhar mais por pedido. O que não podemos é querer viver melhor por exigência. Não será melhor opção tornarmo-nos mais valiosos, colocar mais valor na nossa hora de trabalho e tornarmo-nos no tipo de pessoas que atrai melhores ofertas?...
Estamos a chegar a altura de campanha eleitoral e um dos temas que recorrentemente vem à discussão é a questão do salário mínimo. Será que devia ser mais alto?... Porquê ser mais alto?! É a minha resposta. A sociedade em que vivemos deve ser vista como um escada, não como uma cama. Só é importante ser mais alto se planeamos lá ficar toda a vida! Mas é essa a vida a que nos propomos? Uma vida sem progressão?! Uma vida sem crescimento e sem evolução? Parece-me uma forma triste de viver. Mas se é, então provavelmente devia ser mais alto... Mas não é o princípio da vida exactamente começar, em primeiro lugar, e depois progredir? Tornarmo-nos melhores, mais capazes, mais competentes e mais valiosos?... Crescer enquanto vivemos?... O que é que acontece na natureza a tudo o que pára de crescer? É verdade, começa a morrer!... Então o salário, seja ele qual fôr, deve ser um princípio. O primeiro degrau da escada. A oportunidade de começar, para então depois progredir. Investir no nosso crescimento ainda mais do que no nosso trabalho e ter a oportunidade de ser compensado a níveis cada vez mais elevados. Não pelas horas que trabalhamos, mas pelo valor que colocamos nessas horas.
A questão fundamental a colocar, profissionalmente, passa a ser então “No que é que me estou a tornar?” em vez de “Quanto é que estou a ganhar?” É aquilo em que nos tornamos que nos faz valiosos e não quanto ganhamos.
Ou como diz Jim Rohn “Se trabalharmos duro no nosso trabalho podemos ganhar a vida, se trabalharmos duro em nós próprios podemos ganhar fortunas.”
Um dia queixei-me ao meu amigo das minhas condições de trabalho, reclamando do meu salário e da falta de motivação que (entendia eu) consequentemente, acabava por sentir.”Se pagam ordenados destes, como é que esperam que as coisas corram melhor?” Reclamava eu indignado... “Pagam ordenados desses a si!” Respondeu-me. “Não há pessoas a quem a empresa paga mais?...” Continuou. “Então, até que o meu amigo se requalifique e passe a trazer mais valor para a empresa, esse continuará, provavelmente a ser o seu salário...”
Foi nesse dia que percebi que não era pago ao mês. Foi nesse dia que percebi que era pago pelo valor que colocava no mês.
Seria então possivel multiplicar o valor do meu rendimento? Claro! Bastaria requalificar-me e desenvolver as mihas competências, para passar a trazer ao mercado mais valor no mesmo espaço de tempo. E aí o mercado estaria encantado em pagar mais pelo meu trabalho.
O que não podemos é esperar ganhar mais por pedido. O que não podemos é querer viver melhor por exigência. Não será melhor opção tornarmo-nos mais valiosos, colocar mais valor na nossa hora de trabalho e tornarmo-nos no tipo de pessoas que atrai melhores ofertas?...
Estamos a chegar a altura de campanha eleitoral e um dos temas que recorrentemente vem à discussão é a questão do salário mínimo. Será que devia ser mais alto?... Porquê ser mais alto?! É a minha resposta. A sociedade em que vivemos deve ser vista como um escada, não como uma cama. Só é importante ser mais alto se planeamos lá ficar toda a vida! Mas é essa a vida a que nos propomos? Uma vida sem progressão?! Uma vida sem crescimento e sem evolução? Parece-me uma forma triste de viver. Mas se é, então provavelmente devia ser mais alto... Mas não é o princípio da vida exactamente começar, em primeiro lugar, e depois progredir? Tornarmo-nos melhores, mais capazes, mais competentes e mais valiosos?... Crescer enquanto vivemos?... O que é que acontece na natureza a tudo o que pára de crescer? É verdade, começa a morrer!... Então o salário, seja ele qual fôr, deve ser um princípio. O primeiro degrau da escada. A oportunidade de começar, para então depois progredir. Investir no nosso crescimento ainda mais do que no nosso trabalho e ter a oportunidade de ser compensado a níveis cada vez mais elevados. Não pelas horas que trabalhamos, mas pelo valor que colocamos nessas horas.
A questão fundamental a colocar, profissionalmente, passa a ser então “No que é que me estou a tornar?” em vez de “Quanto é que estou a ganhar?” É aquilo em que nos tornamos que nos faz valiosos e não quanto ganhamos.
Ou como diz Jim Rohn “Se trabalharmos duro no nosso trabalho podemos ganhar a vida, se trabalharmos duro em nós próprios podemos ganhar fortunas.”
segunda-feira, 11 de maio de 2009
A Lição das Estações
Hoje de manhã perguntaram-me a minha opinião sobre a crise e sua possível evolução. “Sou a pessoa certa para perguntar pois sei exactamente o que vai acontecer.” Respondi sorrindo “Como todas as outras, também esta crise passará.”
Como diz Jim Rohn “A vida, a economia e os negócios são como as estações do ano. Depois do Inverno vem a Primavera, depois o Verão e de seguida o Outono, a que se segue mais um Inverno. Há milhares de anos que é assim e tudo aponta para que continue a ser.”
Não podemos mudar as estações do ano, tal como não podemos mudar aquilo que se passa à nossa volta. Mas podemos mudar-nos a nós próprios e à maneira como encaramos os desafios que a vida nos traz. Então, no longo prazo, os nossos resultados decorrem primordialmente da nossa filosofia e atitude e não daquilo que se passa à nossa volta. O sucesso torna-se então algo que atraímos (e não perseguimos) tornando-nos pessoas atractivas, com uma lista de qualidades (competências, valores, convicções) atractivas, tudo coisas que podemos facilmente obter com um pouco de estudo e de treino.
O Inverno chega sempre. E, por isso é melhor que estejamos preparados. Na vida alguns Invernos somos nós que os fazemos, outros não… No Inverno a palavra de ordem é aguentar. Alguns são mais longos e rigorosos que outros, mas todos acabam! Tal como o dia se segue à noite. Inevitavelmente!... No Inverno há que aproveitar para aprender. Para nos tornarmos mais fortes, mais preparados, mais resistentes.
Depois vem a Primavera. E a Primavera é a oportunidade. A oportunidade de voltar a semear para no futuro colher. Quando a oportunidade passa é preciso aproveitá-la, pois esta não fica para sempre à nossa espera. É preciso agir. A Primavera é a promessa da colheita. Não a certeza, mas a promessa da colheita.
Assim que plantamos os insectos, os bichos e as ervas ameaçam as nossas colheitas. E conseguem se não as protegermos. No Verão é tempo de cuidarmos, alimentarmos e acarinharmos a nossa plantação por um lado, mas de lutarmos para protegermos por outro. A vida é assim… Os opostos estão em conflito e nós estamos no meio. É o drama da vida… A luz e a escuridão, a liberdade e a clausura, o bem e o mal… Não seria possível vencer, se não houvesse a possibilidade de sair derrotado.
E finalmente o Outono onde a colheita chega para os que fizeram o seu trabalho na altura certa e para os que compreendem que a vida não foi desenhada para nos dar o que nós desejamos, mas sim o que nós merecemos. A chave para a colheita? Seja ela qual for, não nos queixarmos, nem nos desculparmos. Não nos queixarmos se ela não for boa, mas também não sentir remorsos de colher os benefícios caso seja. Em qualquer dos casos, a verdadeira prova de maturidade é voltar a preparar as estações que se vão seguir. E isso passa por dar um sábio uso à colheita. Não gastar tudo o que se colheu, pois há que voltar a semear e ter a consciência de que, inevitavelmente, o Inverno vai voltar.
(Este texto foi publicado no OJE de 11.5.09)
Como diz Jim Rohn “A vida, a economia e os negócios são como as estações do ano. Depois do Inverno vem a Primavera, depois o Verão e de seguida o Outono, a que se segue mais um Inverno. Há milhares de anos que é assim e tudo aponta para que continue a ser.”
Não podemos mudar as estações do ano, tal como não podemos mudar aquilo que se passa à nossa volta. Mas podemos mudar-nos a nós próprios e à maneira como encaramos os desafios que a vida nos traz. Então, no longo prazo, os nossos resultados decorrem primordialmente da nossa filosofia e atitude e não daquilo que se passa à nossa volta. O sucesso torna-se então algo que atraímos (e não perseguimos) tornando-nos pessoas atractivas, com uma lista de qualidades (competências, valores, convicções) atractivas, tudo coisas que podemos facilmente obter com um pouco de estudo e de treino.
O Inverno chega sempre. E, por isso é melhor que estejamos preparados. Na vida alguns Invernos somos nós que os fazemos, outros não… No Inverno a palavra de ordem é aguentar. Alguns são mais longos e rigorosos que outros, mas todos acabam! Tal como o dia se segue à noite. Inevitavelmente!... No Inverno há que aproveitar para aprender. Para nos tornarmos mais fortes, mais preparados, mais resistentes.
Depois vem a Primavera. E a Primavera é a oportunidade. A oportunidade de voltar a semear para no futuro colher. Quando a oportunidade passa é preciso aproveitá-la, pois esta não fica para sempre à nossa espera. É preciso agir. A Primavera é a promessa da colheita. Não a certeza, mas a promessa da colheita.
Assim que plantamos os insectos, os bichos e as ervas ameaçam as nossas colheitas. E conseguem se não as protegermos. No Verão é tempo de cuidarmos, alimentarmos e acarinharmos a nossa plantação por um lado, mas de lutarmos para protegermos por outro. A vida é assim… Os opostos estão em conflito e nós estamos no meio. É o drama da vida… A luz e a escuridão, a liberdade e a clausura, o bem e o mal… Não seria possível vencer, se não houvesse a possibilidade de sair derrotado.
E finalmente o Outono onde a colheita chega para os que fizeram o seu trabalho na altura certa e para os que compreendem que a vida não foi desenhada para nos dar o que nós desejamos, mas sim o que nós merecemos. A chave para a colheita? Seja ela qual for, não nos queixarmos, nem nos desculparmos. Não nos queixarmos se ela não for boa, mas também não sentir remorsos de colher os benefícios caso seja. Em qualquer dos casos, a verdadeira prova de maturidade é voltar a preparar as estações que se vão seguir. E isso passa por dar um sábio uso à colheita. Não gastar tudo o que se colheu, pois há que voltar a semear e ter a consciência de que, inevitavelmente, o Inverno vai voltar.
(Este texto foi publicado no OJE de 11.5.09)
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Atitude 100º
Nos últimos anos tem circulado na Internet um vídeo com o nome de 212ºF. 212ºF são 100º C e é a temperatura a que a água ferve. A 99ºC a água está quente, mas com mais um grau ferve. Apenas mais um grau!... Com a fervura da água liberta-se vapor e com este vapor, pode-se pôr motor a trabalhar, pode-se mover uma locomotiva. Também na vida e nos negócios um grau a mais pode fazer toda a diferença. Um grau a mais de esforço e dedicação pode separar os vencedores dos derrotados!
Diz no vídeo que nos últimos 25 anos a diferença média, que distinguiu os vencedores dos principais torneios de Golfe, é inferior a três pancadas. Nos jogos Olímpicos muitas vezes a diferença da medalha de Ouro para o segundo classificado é inferior a 1 segundo. Nos últimos 10 anos, nas 500 milhas de Indianópolis, a margem média para a vitória foi de 1.54 segundos. Mas os vencedores levaram para casa mais do dobro do valor monetário do segundo classificado.
Muita gente se recorda, nas Olimpíadas de 2008, a 7ª medalha de Ouro de Michael Phelps, nos 100m mariposa na última braçada. Depois de ir em segundo toda a prova e mesmo dando a última braçada depois do seu principal adversário, Phelps chega primeiro porque a braçada do outro atleta ficou a poucos centímetros do muro. Impressionante! Phelps leva a sua 7ª medalha de ouro. E o segundo classificado? Quem se lembra do nome dele?... Um atleta de excepção. Foi em primeiro toda a prova, perdeu na última braçada por uma fracção de segundo... E ninguém se lembra do seu nome…
Um grau, um centímetro, um segundo, podem fazer a diferença entre quem rapa todas as recompensas e quem vai para casa de mãos a abanar.
O mundo é cada vez mais competitivo e como tal ser bom já não chega. Os Bons recolhem apenas razoáveis resultados.
Para se obterem bons resultados há que ser Excelente. Há que estar a 100%! Mas para se obterem resultados excelentes há que estar acima dos 100%. Para se obterem resultados excelentes, há que ser absolutamente excepcional. E são os Indivíduos excepcionais que rapam todos os benefícios.
E por isso é fundamental elevarmos os nossos padrões. Um dos segredos para o sucesso passa pela auto-exigência de padrões mais elevados. Esta exigência passa por não nos satisfazermos com menos do que somos capazes de fazer e, acima de tudo, por transformar os nossos “devia” em “tenho” ou, com perdão do anglicismo, em “Musts”.
Porque é importante aumentar os nossos padrões? A razão é muito simples. Nós crescemos até ao limite do nível dos nossos padrões.
Como seremos boas pessoas com baixos padrões? Como seremos bons Pais, Esposo(a)s, Amigo(a)s, Profissionais com baixos padrões? Como poderão ser altos os nossos desempenhos, se tivermos baixos padrões?
A questão é quanto é que vamos exigir de nós próprios?... E a resposta deve ser: uma verdadeira atitude de 100º C… Um grau extra de empenho, um grau extra de compromisso, um grau extra de esforço vai fazer toda a diferença no final.
Diz no vídeo que nos últimos 25 anos a diferença média, que distinguiu os vencedores dos principais torneios de Golfe, é inferior a três pancadas. Nos jogos Olímpicos muitas vezes a diferença da medalha de Ouro para o segundo classificado é inferior a 1 segundo. Nos últimos 10 anos, nas 500 milhas de Indianópolis, a margem média para a vitória foi de 1.54 segundos. Mas os vencedores levaram para casa mais do dobro do valor monetário do segundo classificado.
Muita gente se recorda, nas Olimpíadas de 2008, a 7ª medalha de Ouro de Michael Phelps, nos 100m mariposa na última braçada. Depois de ir em segundo toda a prova e mesmo dando a última braçada depois do seu principal adversário, Phelps chega primeiro porque a braçada do outro atleta ficou a poucos centímetros do muro. Impressionante! Phelps leva a sua 7ª medalha de ouro. E o segundo classificado? Quem se lembra do nome dele?... Um atleta de excepção. Foi em primeiro toda a prova, perdeu na última braçada por uma fracção de segundo... E ninguém se lembra do seu nome…
Um grau, um centímetro, um segundo, podem fazer a diferença entre quem rapa todas as recompensas e quem vai para casa de mãos a abanar.
O mundo é cada vez mais competitivo e como tal ser bom já não chega. Os Bons recolhem apenas razoáveis resultados.
Para se obterem bons resultados há que ser Excelente. Há que estar a 100%! Mas para se obterem resultados excelentes há que estar acima dos 100%. Para se obterem resultados excelentes, há que ser absolutamente excepcional. E são os Indivíduos excepcionais que rapam todos os benefícios.
E por isso é fundamental elevarmos os nossos padrões. Um dos segredos para o sucesso passa pela auto-exigência de padrões mais elevados. Esta exigência passa por não nos satisfazermos com menos do que somos capazes de fazer e, acima de tudo, por transformar os nossos “devia” em “tenho” ou, com perdão do anglicismo, em “Musts”.
Porque é importante aumentar os nossos padrões? A razão é muito simples. Nós crescemos até ao limite do nível dos nossos padrões.
Como seremos boas pessoas com baixos padrões? Como seremos bons Pais, Esposo(a)s, Amigo(a)s, Profissionais com baixos padrões? Como poderão ser altos os nossos desempenhos, se tivermos baixos padrões?
A questão é quanto é que vamos exigir de nós próprios?... E a resposta deve ser: uma verdadeira atitude de 100º C… Um grau extra de empenho, um grau extra de compromisso, um grau extra de esforço vai fazer toda a diferença no final.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Crise entre as orelhas
"It's not the economy out there that is the problem, it's the economy between your ears that is the problem." Zig Ziglar
Tive o privilégio, aqui há uns anos atrás, de ser aluno do Prof. Anibal Cavaco Silva, hoje Presidente da República. Recordo-me que um dos temas de que o Professor falava bastante e que ainda hoje retenho da memória, era do clima de confiança económica e acima de tudo daquilo a que julgo que poderiamos classificar como a nossa auto-imagem económica enquanto Povo. Ou seja aquilo que pensamos sobre nós próprios (colectivamente), como principal condicionante da forma como agimos.
Da mesma forma que é a nossa auto-imagem individual que condiciona os nossos desempenhos enquanto indivíduos, também será este nosso (baixo) auto-conceito colectivo que nos empurra para a cauda da Europa e nos coloca cada vez mais longe dos nossos objectivos.
De cada vez que abro um jornal ou que ligo a televisão, aquilo que vejo são, acima de tudo, pessoas a dizer que “...isto está muito mal!” enquanto procuram responsáveis, no sentido de os culpar pelo que se passa. Então o Governo é uma nódoa, os Bancos é que têm a culpa, os Patrões então nem se fala e, na falta de melhor, até a Sogra e o Mordomo podem recolher algumas responsabilidades.
Antes de falecer, Eduardo Prado Coelho escreveu, no Público,um fantástico artigo onde apelava exactamente para a nossa consciência individual, como forma de melhorar os nossos resultados colectivos. Neste artigo pedia-nos que deixássemos de apontar o dedo aos nossos Governantes, como responsáveis por tudo o que de negativo se passa nas nossas vidas e assumíssemos, de uma vez por todas a responsabilidade de mudar o nosso futuro.
Atenção que não quero com isto dizer, que devemos deixar de pedir responsabilidades a quem nos governa e/ou lidera, nem que devemos abdicar de denunciar aquilo que diariamente nos choca. Aquilo que defendo é que teremos muito mais legitimidade para o fazer, a partir do momento em que cumprimos a nossa parte. E cumprir a nossa parte é não contribuirmos com menos do que a nossa capacidade nos permite. Cumprirmos a nossa parte é não sermos menos do que exemplos brilhantes para os nossos pares (e já agora para os nossos filhos). Cumprirmos a nossa parte é assumirmos também as nossas responsabilidades. E aí sim, temos legitimidade para reclamar. Mas não enquanto não nos mantivermos responsáveis, a nós próprios, por sermos as melhores pessoas que podemos ser. Não enquanto não desenvolvermos, nós próprios, consciência social!
Nos meus seminários com Empresários, falo com frequência daquilo a que chamo as equações do sucesso. A segunda dessas equações e espero sinceramente que não esteja gasta, foi-nos dada por J.F. Kennedy, no seu discurso de tomada de posse como presidente dos EUA. Nesse discurso Kennedy deixou aos Americanos um desafio que ficou mundialmente famoso e que deveria, desde aí, ter sido subscrito por cada indivíduo independentemente da sua nacionalidade. O desafio foi “...não perguntem o que pode o vosso País fazer por vocês, perguntem o que podem vocês fazer pelo vosso País!...” Este desafio é a derradeia evolução de maturidade filosófica. É o desafio da responsabilidade. É a compreensão de que o nosso papel na vida é processar aquilo que nos é proporcionado pelo nosso ambiente e com isso criar valor. É a compreensão de que o primeiro passo para receber é dar!... Todas as equações de sucesso passam por servir!
O caminho para que as coisas melhorem, passa por cada um de nós. Aqueles que preferirem fugir à sua responsabilidade, continuarão a ter de viver com o resultado das suas opções. E já agora se continuarem a tomar as opções que sempre tomaram, vão continuar a viver como sempre viveram... Eu escolho começar por pedir responsabilidades a mim próprio! Todos os dias exijo a mim próprio mais do que no dia anterior. E tenho a noção de que o meu caminho é longo...
Ou como nos deixou Eduardo Prado Coelho no artigo acima mencionado “ ...decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.”
Um resumo deste texto foi publicado no jornal OJE de 23.3.09
Tive o privilégio, aqui há uns anos atrás, de ser aluno do Prof. Anibal Cavaco Silva, hoje Presidente da República. Recordo-me que um dos temas de que o Professor falava bastante e que ainda hoje retenho da memória, era do clima de confiança económica e acima de tudo daquilo a que julgo que poderiamos classificar como a nossa auto-imagem económica enquanto Povo. Ou seja aquilo que pensamos sobre nós próprios (colectivamente), como principal condicionante da forma como agimos.
Da mesma forma que é a nossa auto-imagem individual que condiciona os nossos desempenhos enquanto indivíduos, também será este nosso (baixo) auto-conceito colectivo que nos empurra para a cauda da Europa e nos coloca cada vez mais longe dos nossos objectivos.
De cada vez que abro um jornal ou que ligo a televisão, aquilo que vejo são, acima de tudo, pessoas a dizer que “...isto está muito mal!” enquanto procuram responsáveis, no sentido de os culpar pelo que se passa. Então o Governo é uma nódoa, os Bancos é que têm a culpa, os Patrões então nem se fala e, na falta de melhor, até a Sogra e o Mordomo podem recolher algumas responsabilidades.
Antes de falecer, Eduardo Prado Coelho escreveu, no Público,um fantástico artigo onde apelava exactamente para a nossa consciência individual, como forma de melhorar os nossos resultados colectivos. Neste artigo pedia-nos que deixássemos de apontar o dedo aos nossos Governantes, como responsáveis por tudo o que de negativo se passa nas nossas vidas e assumíssemos, de uma vez por todas a responsabilidade de mudar o nosso futuro.
Atenção que não quero com isto dizer, que devemos deixar de pedir responsabilidades a quem nos governa e/ou lidera, nem que devemos abdicar de denunciar aquilo que diariamente nos choca. Aquilo que defendo é que teremos muito mais legitimidade para o fazer, a partir do momento em que cumprimos a nossa parte. E cumprir a nossa parte é não contribuirmos com menos do que a nossa capacidade nos permite. Cumprirmos a nossa parte é não sermos menos do que exemplos brilhantes para os nossos pares (e já agora para os nossos filhos). Cumprirmos a nossa parte é assumirmos também as nossas responsabilidades. E aí sim, temos legitimidade para reclamar. Mas não enquanto não nos mantivermos responsáveis, a nós próprios, por sermos as melhores pessoas que podemos ser. Não enquanto não desenvolvermos, nós próprios, consciência social!
Nos meus seminários com Empresários, falo com frequência daquilo a que chamo as equações do sucesso. A segunda dessas equações e espero sinceramente que não esteja gasta, foi-nos dada por J.F. Kennedy, no seu discurso de tomada de posse como presidente dos EUA. Nesse discurso Kennedy deixou aos Americanos um desafio que ficou mundialmente famoso e que deveria, desde aí, ter sido subscrito por cada indivíduo independentemente da sua nacionalidade. O desafio foi “...não perguntem o que pode o vosso País fazer por vocês, perguntem o que podem vocês fazer pelo vosso País!...” Este desafio é a derradeia evolução de maturidade filosófica. É o desafio da responsabilidade. É a compreensão de que o nosso papel na vida é processar aquilo que nos é proporcionado pelo nosso ambiente e com isso criar valor. É a compreensão de que o primeiro passo para receber é dar!... Todas as equações de sucesso passam por servir!
O caminho para que as coisas melhorem, passa por cada um de nós. Aqueles que preferirem fugir à sua responsabilidade, continuarão a ter de viver com o resultado das suas opções. E já agora se continuarem a tomar as opções que sempre tomaram, vão continuar a viver como sempre viveram... Eu escolho começar por pedir responsabilidades a mim próprio! Todos os dias exijo a mim próprio mais do que no dia anterior. E tenho a noção de que o meu caminho é longo...
Ou como nos deixou Eduardo Prado Coelho no artigo acima mencionado “ ...decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.”
Um resumo deste texto foi publicado no jornal OJE de 23.3.09
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Filosofia
“Não podemos mudar a semente, o solo, a chuva, nem a luz do sol, mas podemos mudar-nos a nós!”
Jim Rohn
Houve uma altura na minha vida em que, apesar de trabalhar muito, apesar de ter uma série de competências técnicas importantes para o desempenho das minhas funções profissionais e apesar de até ter o reconhecimento profissional dos meus superiores hierárquicos, não estava a conseguir progredir da forma que desejava. E se não estava a conseguir progredir a nivel profissional, também a nivel pessoal a vida não se estava a desenrolar de acordo com os meus objectivos. Eu teria 27/28 anos muitas expectativas, estava também a construir família mas começava a sentir-me atrasado nos meus sonhos.
Comecei então a procurar justificações para o que se passava comigo. Comecei também a encontrar alguns culpados para os resultados que teimavam em atrasar-se. Culpei a sociedade, a família, a empresa onde trabalhava e o próprio mundo que não me tratava de uma forma justa. Mas nunca me passou pela cabeça culpar a minha filosofia. “Porque é que as coisas não me correm melhor? Sabe, é que eu tenho esta fraca filosofia que não me ajuda nada.” Não, isto nunca me passou pela cabeça.
Mas um dia compreendi que se continuasse a culpar tudo à minha volta pelos meus lentos progressos, estava a culpar tudo o que tinha. Se culpasse o sol, o vento, o solo, o sol, as sementes e as estações do ano, então nada mais restava. Nesse dia compreendi que há coisas sobre as quais simplesmente não temos controlo. São as regras do jogo. Nesse dia compreendi também que havia algo que eu podia controlar e que era suficiente para fazer toda a diferença... A minha filosofia!
Eu costuma pensar “...mas as pessoas não compreendem os desafios (eu costumava chamar-lhe problemas) a que tenho estado sujeito...” e passei a pensar “... vá lá, o que te acontece, acontece-nos a todos. Os desafios não são coisas especiais reservadas só para ti...”
Percebi que a minha filosofia era como a vela de um barco. Quanto melhor a vela, melhor o barco andava. Quanto melhor a filosofia, melhor seria a minha vida.
Ao estudar a vida de pessoas de sucesso, percebi também que todas elas passavam por desafios iguais ou maiores que os meus. Aprendi, nessa altura, que o que fazia a diferença era a forma como elas reagiam a esses desafios. Aprendi que a vida é 10% aquilo que nos acontece e 90% aquilo que fazemos sobre isso.
Esse é exactamente o desafio da vida. Usar tudo o está à nossa disposição e, usando a nossa filosofia, transformar tudo isso em valor! E quando digo tudo, quero dizer absolutamente tudo. Mesmo aquilo que numa primeira abordagem nos parece uma tragédia.
O factor mais determinante, na forma como resulta e funciona a nossa vida, é a nossa filosofia. O verdadeiro teste de maturidade é exactamente assumir a responsabilidade de criar valor, com aquilo que a vida nos traz.
É através da nossa filosofia que podemos transformar a informação e as ideias que estão à nossa disposição em valor. É isso que nos torna diferentes dos animais. Estes só podem contar com os seus instintos. Quando inverno chega os patos só podem voar para o sul. Se o sul não estiver grande coisa... Azar... Nada mais se pode fazer... Mas nós não. Nós podemos desenvolver a nossa filosofia! E para isso temos de pensar. Temos de descobrir e processar ideias...
Percebi que alguns erros de julgamento feitos diariamente, teriam no longo prazo resultados dramáticos. Não é por fumar um cigarro que vou ficar doente. Não é por fumar um maço que vou ficar doente. Mas se fumar um maço por dia durante alguns anos, aí sim nada de bom poderá resultar. A questão é que, quando temos erros de julgamento, a vida não traz os maus resultados no imediato. Leva tempo. E embora nunca tivesse fumado, havia outros erros de julgamento que repetia diariamente. E eram esses erros que estavam a atrasar os meus sonhos. Se havia uma fórmula para o fracasso, haveria de ser esta. Alguns maus juizos repetidos diariamente.
Mas então o contrário haveria de ser a fórmula para o sucesso: algumas boas práticas repetidas diariamente, de forma disciplinada. Como diz o ditado americano “An apple a day, keeps the doctor away”. Ou seja a repetição disciplinada de uma boa prática trará, no longo prazo, um bom resultado.
A partir daí passei a ser grato por tudo aquilo que tenho. A ser grato por tudo o que a vida me trouxe. E, a partir dessa gratidão, a procurar as ideias, o conhecimento e os livros que me ajudassem a desenvolver a minha filosofia... E a minha vida nunca mais foi igual... Não voltei a culpar nada, nem ninguém e de repente e desde aí, comecei a viver os meus sonhos.
Jim Rohn
Houve uma altura na minha vida em que, apesar de trabalhar muito, apesar de ter uma série de competências técnicas importantes para o desempenho das minhas funções profissionais e apesar de até ter o reconhecimento profissional dos meus superiores hierárquicos, não estava a conseguir progredir da forma que desejava. E se não estava a conseguir progredir a nivel profissional, também a nivel pessoal a vida não se estava a desenrolar de acordo com os meus objectivos. Eu teria 27/28 anos muitas expectativas, estava também a construir família mas começava a sentir-me atrasado nos meus sonhos.
Comecei então a procurar justificações para o que se passava comigo. Comecei também a encontrar alguns culpados para os resultados que teimavam em atrasar-se. Culpei a sociedade, a família, a empresa onde trabalhava e o próprio mundo que não me tratava de uma forma justa. Mas nunca me passou pela cabeça culpar a minha filosofia. “Porque é que as coisas não me correm melhor? Sabe, é que eu tenho esta fraca filosofia que não me ajuda nada.” Não, isto nunca me passou pela cabeça.
Mas um dia compreendi que se continuasse a culpar tudo à minha volta pelos meus lentos progressos, estava a culpar tudo o que tinha. Se culpasse o sol, o vento, o solo, o sol, as sementes e as estações do ano, então nada mais restava. Nesse dia compreendi que há coisas sobre as quais simplesmente não temos controlo. São as regras do jogo. Nesse dia compreendi também que havia algo que eu podia controlar e que era suficiente para fazer toda a diferença... A minha filosofia!
Eu costuma pensar “...mas as pessoas não compreendem os desafios (eu costumava chamar-lhe problemas) a que tenho estado sujeito...” e passei a pensar “... vá lá, o que te acontece, acontece-nos a todos. Os desafios não são coisas especiais reservadas só para ti...”
Percebi que a minha filosofia era como a vela de um barco. Quanto melhor a vela, melhor o barco andava. Quanto melhor a filosofia, melhor seria a minha vida.
Ao estudar a vida de pessoas de sucesso, percebi também que todas elas passavam por desafios iguais ou maiores que os meus. Aprendi, nessa altura, que o que fazia a diferença era a forma como elas reagiam a esses desafios. Aprendi que a vida é 10% aquilo que nos acontece e 90% aquilo que fazemos sobre isso.
Esse é exactamente o desafio da vida. Usar tudo o está à nossa disposição e, usando a nossa filosofia, transformar tudo isso em valor! E quando digo tudo, quero dizer absolutamente tudo. Mesmo aquilo que numa primeira abordagem nos parece uma tragédia.
O factor mais determinante, na forma como resulta e funciona a nossa vida, é a nossa filosofia. O verdadeiro teste de maturidade é exactamente assumir a responsabilidade de criar valor, com aquilo que a vida nos traz.
É através da nossa filosofia que podemos transformar a informação e as ideias que estão à nossa disposição em valor. É isso que nos torna diferentes dos animais. Estes só podem contar com os seus instintos. Quando inverno chega os patos só podem voar para o sul. Se o sul não estiver grande coisa... Azar... Nada mais se pode fazer... Mas nós não. Nós podemos desenvolver a nossa filosofia! E para isso temos de pensar. Temos de descobrir e processar ideias...
Percebi que alguns erros de julgamento feitos diariamente, teriam no longo prazo resultados dramáticos. Não é por fumar um cigarro que vou ficar doente. Não é por fumar um maço que vou ficar doente. Mas se fumar um maço por dia durante alguns anos, aí sim nada de bom poderá resultar. A questão é que, quando temos erros de julgamento, a vida não traz os maus resultados no imediato. Leva tempo. E embora nunca tivesse fumado, havia outros erros de julgamento que repetia diariamente. E eram esses erros que estavam a atrasar os meus sonhos. Se havia uma fórmula para o fracasso, haveria de ser esta. Alguns maus juizos repetidos diariamente.
Mas então o contrário haveria de ser a fórmula para o sucesso: algumas boas práticas repetidas diariamente, de forma disciplinada. Como diz o ditado americano “An apple a day, keeps the doctor away”. Ou seja a repetição disciplinada de uma boa prática trará, no longo prazo, um bom resultado.
A partir daí passei a ser grato por tudo aquilo que tenho. A ser grato por tudo o que a vida me trouxe. E, a partir dessa gratidão, a procurar as ideias, o conhecimento e os livros que me ajudassem a desenvolver a minha filosofia... E a minha vida nunca mais foi igual... Não voltei a culpar nada, nem ninguém e de repente e desde aí, comecei a viver os meus sonhos.
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