Na última semana, esteve em foco na comunicação social o concurso para a pessoa mais motivadora de Portugal.
Tive o privilégio de ser um dos nomes sugeridos e o privilégio ainda maior de ter sido um dos finalistas.
Ainda assim recordo-me de ter pensado, quando soube que o meu nome havia sido sugerido, “como posso aceitar ser candidato, se não acredito que seja possível motivar alguém?”.
A nossa motivação é aquilo em que nós pensamos a maior parte do tempo. E nós transformamo-nos naquilo em que pensamos de forma constante. Ou seja, somos motivados e movidos, em permanência, pelos nossos pensamentos correntes. A motivação é, para mim, a força interna que nos conduz às decisões que moldam a nossa vida. E move-nos em direcção a algo, ou afasta-nos de alguma coisa.
Mas é um processo interno. O processo de encontrar um motivo para aquilo que fazemos… Ou deixamos de fazer… De facto, acredito que todos nós somos motivados por defeito. Positiva ou negativamente. Até a decisão de não fazer nada é originada por um motivo. Motivação para não fazer nada.
Podemos ouvir alguém com um discurso inspirador, que nos façam sentir bem ou ter vontade de agir por uns dias. Podemos ter alguém que consiga ajudar-nos a atingir o estado emocional que nos conduz à acção imediata. Mas para que o efeito seja duradouro, temos de querer, aceitar e internalizar novos conceitos. Temos de estar disponíveis para ver alterados os nossos conhecimentos, convicções e valores… Enfim aceitar uma evolução da nossa própria identidade.
Há duas emoções que estão na base da motivação: o medo e o desejo. O medo é a emoção destrutiva que se foca no passado, implicando uma repetição contínua de más experiências e sua projecção no nosso futuro. O desejo é como um íman que nos faz procurar repetir no futuro as nossas memórias de prazer e de sucesso.
E estas emoções causam-nos pressão que é boa ou má dependendo apenas da forma como lidamos com ela. Se é causada pelo medo é destrutiva, criando stress e até doença. Se é originada pelo desejo é como a força que puxa uma seta para o centro de um alvo.
O trabalho de Viktor Frankl, psiquiatra que foi prisioneiro em campos de concentração alemães, mostra que necessitamos de objectivos que nos façam seguir em frente. A grande diferença é que as pessoas bem sucedidas se focam nas recompensas enquanto que a maior parte de nós tende a focar-se nas consequências que projecta e muitas vezes exagera, de um eventual fracasso.
O sucesso não está reservado para os que têm talentos especiais, um QI elevado ou um berço de ouro. Está dependente, na sua quase totalidade, da nossa motivação interna.
Por detrás de cada vencedor está um desejo ardente e a expectativa de que as coisas lhe vão correr bem, porque tudo fez para isso. Está o optimismo de quem está numa posição de gratidão porque compreende e se foca em tudo aquilo que a vida tem de bom. Enquanto os outros fazem ondas, os vencedores aproveitam para fazer surf.
Ser bem sucedido é um hábito… mas fracassar também.
Acredito que os resultados que obtemos, em qualquer área da nossa vida, decorrem directamente da nossa maneira de pensar e respectiva consequência nas escolhas que fazemos.
Não é aquilo que acontece que determina o nosso futuro, mas sim a forma como respondemos a isso!
Aqui partilho ideias que tenho recolhido e ensaiado na minha vida e que acredito poderem ajudar outras pessoas no seu caminho.
Se gostar, conto consigo para divulgar o Blog e assim chegar a mais gente. Obrigado!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Decisões
A principal forma de mudarmos ou melhorarmos as nossas vidas é encontrarmos uma forma de tomar acção. De cada vez que tomamos acção damos início a uma sequência de causa e efeito que nos conduz numa determinada direcção. Para assumirmos então o controlo do nosso futuro, devemos antes assumir o controlo das acções que tomamos de uma forma consistente.
Mas qual será a origem das nossas acções. Como é que elas surgem? E a resposta encontra-se nas nossas decisões. As nossas acções são sempre precedidas pelas nossas decisões. É então no momento em que tomamos decisões que nós moldamos a nossa vida. Que nós moldamos o nosso futuro.
O desafio é que a maior parte de nós não compreende sequer o que significa tomar uma verdadeira decisão. Habituámo-nos a usar o termo de uma forma tão leve que o confundimos muitas vezes com preferências ou com desejos. Daí não compreendermos também o fantástico poder que uma verdadeira decisão liberta. O poder de um verdadeiro compromisso. Do verdadeiro empenho.
Tomar uma (verdadeira) decisão significa eliminar todas as outras alternativas. Significa que a não existe sequer a possibilidade de não acontecer aquilo que acabámos de decidir. Se reflectirmos sobre a origem da palavra compreendemos exactamente a sua força. Decisão significa algo que tem origem numa cisão, ou seja num corte. De cisão.
Uma verdadeira decisão transforma-nos numa pessoa diferente. E isso porque nos compromete com diferentes resultados, com diferentes padrões, com diferentes hábitos. E quanto melhores forem os padrões e os resultados que decidirmos para nós melhores pessoas nos tornamos. E, por isso, devemos tomar decisões com frequência.
Muitas vezes pergunto às pessoas o que aconteceria às suas vidas e carreiras, se todas as semanas tomassem decisões sobre elas… O crescimento seria inimaginável…
Mas o melhor do poder das decisões é que todos nós o possuímos. Não é algo reservado a alguns predestinados, ou a indivíduos que nascem em condições privilegiadas. Não! Todos nós (já) o temos.
Sim, porque não são as nossas condições de vida e aquilo que nos acontece que determina o nosso futuro, mas sim as decisões que tomamos sobre aquilo que nos acontece.
E ao juntarmos o poder das nossas decisões, com o de objectivos claros, tornamo-nos praticamente imparáveis. Uma decisão associada a um objectivo torna-nos verdadeiramente poderosos, porque a uma decisão está associada acção. E não qualquer tipo de acção, mas acção massiva. Acção com níveis de urgência e concentração de poder elevados. A uma verdadeira decisão associamos 100% dos nossos recursos. Uma verdadeira decisão é a negação da alternativa contrária.
A única forma de não realizar um objectivo, depois de tomar uma decisão é desistir. Devemos manter o compromisso absoluto com as decisões, mas mantermo-nos flexíveis na nossa abordagem até encontrar o caminho.
Mas qual será a origem das nossas acções. Como é que elas surgem? E a resposta encontra-se nas nossas decisões. As nossas acções são sempre precedidas pelas nossas decisões. É então no momento em que tomamos decisões que nós moldamos a nossa vida. Que nós moldamos o nosso futuro.
O desafio é que a maior parte de nós não compreende sequer o que significa tomar uma verdadeira decisão. Habituámo-nos a usar o termo de uma forma tão leve que o confundimos muitas vezes com preferências ou com desejos. Daí não compreendermos também o fantástico poder que uma verdadeira decisão liberta. O poder de um verdadeiro compromisso. Do verdadeiro empenho.
Tomar uma (verdadeira) decisão significa eliminar todas as outras alternativas. Significa que a não existe sequer a possibilidade de não acontecer aquilo que acabámos de decidir. Se reflectirmos sobre a origem da palavra compreendemos exactamente a sua força. Decisão significa algo que tem origem numa cisão, ou seja num corte. De cisão.
Uma verdadeira decisão transforma-nos numa pessoa diferente. E isso porque nos compromete com diferentes resultados, com diferentes padrões, com diferentes hábitos. E quanto melhores forem os padrões e os resultados que decidirmos para nós melhores pessoas nos tornamos. E, por isso, devemos tomar decisões com frequência.
Muitas vezes pergunto às pessoas o que aconteceria às suas vidas e carreiras, se todas as semanas tomassem decisões sobre elas… O crescimento seria inimaginável…
Mas o melhor do poder das decisões é que todos nós o possuímos. Não é algo reservado a alguns predestinados, ou a indivíduos que nascem em condições privilegiadas. Não! Todos nós (já) o temos.
Sim, porque não são as nossas condições de vida e aquilo que nos acontece que determina o nosso futuro, mas sim as decisões que tomamos sobre aquilo que nos acontece.
E ao juntarmos o poder das nossas decisões, com o de objectivos claros, tornamo-nos praticamente imparáveis. Uma decisão associada a um objectivo torna-nos verdadeiramente poderosos, porque a uma decisão está associada acção. E não qualquer tipo de acção, mas acção massiva. Acção com níveis de urgência e concentração de poder elevados. A uma verdadeira decisão associamos 100% dos nossos recursos. Uma verdadeira decisão é a negação da alternativa contrária.
A única forma de não realizar um objectivo, depois de tomar uma decisão é desistir. Devemos manter o compromisso absoluto com as decisões, mas mantermo-nos flexíveis na nossa abordagem até encontrar o caminho.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Responsabilidade
Já me referi noutras alturas à lei de ferro do universo: a lei da causa e efeito. Esta lei determina que todos os efeitos que estou a obter na minha vida, têm causas bem identificadas a montante. A lei de semear e colher é a versão bíblica da lei da causa e efeito e explica-nos que se semeamos feijões colhemos feijões, se semeamos morangos colhemos morangos, se semeamos o bem colhemos o bem e se semeamos o mal é o mal que colhemos. Até aqui tudo simples e tudo tranquilo.
Mas as coisas mudam de figura quando passamos ao passo seguinte. A maior parte de nós tem alguma dificuldade em aceitar e no decorrer deste raciocínio, que podemos compreender bem o que estamos a semear nas nossas vidas, ao perceber com clareza o que estamos a colher. É verdade! O que quer que tenhamos hoje nas nossas vidas, bom ou mau, é o fruto daquilo que semeámos.
Ou seja, as recompensas que a vida nos traz dependem directamente da qualidade e quantidade das contribuições que fazemos.
O dia em que eu compreendo e aceito esta responsabilidade é o dia em que estou pronto para assumir o controlo do meu destino e começar a tirar da vida aquilo que sempre desejei.
Por isso é também fundamental compreender, que o universo e para nossa protecção, está equipado com um mecanismo de adiamento dos efeitos. Quero com isto dizer que, da mesma forma que os maus juízos que fazemos não nos são imediatamente fatais, também as boas práticas necessitam de ser repetidas de forma consistente ao longo do tempo, antes de nos trazerem resultados. Não fico magro e saudável por ir uma vez ao ginásio, da mesma forma que o feijoeiro não nasce no dia em que planto o feijão.
Ainda assim uma das maiores doenças do mundo ocidental é a irresponsável obsessão pela gratificação imediata. Uma das causas para que as economias dos Países Asiáticos estejam cada vez mais competitivas, é o facto de não terem o mesmo nível de orientação para o curto prazo que nós temos.
Ao compreendermos a causa e efeito, compreendemos também a quantidade de escolhas e alternativas que temos em cada momento no tempo. E quando partimos de um lugar de responsabilidade, as duas escolhas principais são a de aceitar a propriedade das condições de vida, tal e qual se nos apresentam e aceitar a responsabilidade de mudar essas condições, caso não estejamos inteiramente satisfeitos com elas. E de acordo com outra lei mental, a lei do controlo, isto é o que nos traz felicidade. A ideia de ter o poder de agir sobre o meu futuro.
É também assim que se constrói a nossa auto-confiança. A convicção de que podemos alterar as nossa condições de vida de acordo com as nossas pretensões, compreendendo que os fracassos são momentâneos e que se tornam no caminho para o sucesso, pois vão-nos mostrando os erros que estamos a cometer e consequentemente permitindo afinações na nossa abordagem. A auto-confiança reduz o impacto do medo e cria condições para podermos então passar à acção.
Mas as coisas mudam de figura quando passamos ao passo seguinte. A maior parte de nós tem alguma dificuldade em aceitar e no decorrer deste raciocínio, que podemos compreender bem o que estamos a semear nas nossas vidas, ao perceber com clareza o que estamos a colher. É verdade! O que quer que tenhamos hoje nas nossas vidas, bom ou mau, é o fruto daquilo que semeámos.
Ou seja, as recompensas que a vida nos traz dependem directamente da qualidade e quantidade das contribuições que fazemos.
O dia em que eu compreendo e aceito esta responsabilidade é o dia em que estou pronto para assumir o controlo do meu destino e começar a tirar da vida aquilo que sempre desejei.
Por isso é também fundamental compreender, que o universo e para nossa protecção, está equipado com um mecanismo de adiamento dos efeitos. Quero com isto dizer que, da mesma forma que os maus juízos que fazemos não nos são imediatamente fatais, também as boas práticas necessitam de ser repetidas de forma consistente ao longo do tempo, antes de nos trazerem resultados. Não fico magro e saudável por ir uma vez ao ginásio, da mesma forma que o feijoeiro não nasce no dia em que planto o feijão.
Ainda assim uma das maiores doenças do mundo ocidental é a irresponsável obsessão pela gratificação imediata. Uma das causas para que as economias dos Países Asiáticos estejam cada vez mais competitivas, é o facto de não terem o mesmo nível de orientação para o curto prazo que nós temos.
Ao compreendermos a causa e efeito, compreendemos também a quantidade de escolhas e alternativas que temos em cada momento no tempo. E quando partimos de um lugar de responsabilidade, as duas escolhas principais são a de aceitar a propriedade das condições de vida, tal e qual se nos apresentam e aceitar a responsabilidade de mudar essas condições, caso não estejamos inteiramente satisfeitos com elas. E de acordo com outra lei mental, a lei do controlo, isto é o que nos traz felicidade. A ideia de ter o poder de agir sobre o meu futuro.
É também assim que se constrói a nossa auto-confiança. A convicção de que podemos alterar as nossa condições de vida de acordo com as nossas pretensões, compreendendo que os fracassos são momentâneos e que se tornam no caminho para o sucesso, pois vão-nos mostrando os erros que estamos a cometer e consequentemente permitindo afinações na nossa abordagem. A auto-confiança reduz o impacto do medo e cria condições para podermos então passar à acção.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
O Sistema de Activação Reticular
Quando plantamos uma semente, esta deve encontrar condições para germinar. Solo fértil e água são os pressupostos essenciais para que o fenómeno se materialize. Aí a semente começa a germinar, criando raízes e dando origem a uma pequena planta. Ao crescer a planta torna-se forte e transforma-se numa árvore. Na sua maturidade a árvore premiar-nos-á com os seus frutos que nos alimentam e cujos caroços são novas sementes, que nos permitem replicar este o ciclo todas as vezes que quisermos.
Grande parte das nossas lições de vida podemos encontrá-las na natureza. A natureza é tão eficiente e bem desenhada, que encontramos nela resposta para quase tudo o que necessitamos.
Penso nas ideias como sementes. Realizações em potencial. Quando temos uma ideia, começamos a procurar na realidade referências que a confirmem, tal como a semente cria raízes. O nosso cérebro, através do seu sistema de activação reticular, consegue encontrar na realidade referências para praticamente tudo. Consegue encontrar referências de que a terra é plana, se for nisso que se focar. Nessa altura as nossas referências transformam-se em crenças. Não precisam de ser verdadeiras, mas a partir do momento em que nascem, o nosso cérebro começa a trabalhar para as tornar verdadeiras. E aí tornam-se verdadeiras para nós. A ideia transforma-se em crença da mesma forma que a semente dá origem a uma planta.
A título de exemplo, será que eu consigo encontrar na realidade referências que confirmem que com esta crise não é possível os negócios prosperarem? Claro que sim! Diariamente lido com Empresários que o conseguem demonstrar, de forma praticamente inequívoca. E se eu procurar referências de que, neste momento de crise, surgem fantásticas oportunidades de criar riqueza e reforçar os negócios? Será que as consigo encontrar? Claro que sim também. De todas as crises surgem novos milionários que o confirmam.
Quanto mais sólida se torna a convicção, mais referências o SAR vai encontrando para a confirmar e, da mesma forma que na sua maturidade a planta se tornou uma árvore, a crença transforma-se numa convicção. E as nossas convicções são poderosas. Têm virtualmente o poder de criar e destruir. As nossas convicções dão frutos, assim como as árvores. Os nossos resultados na vida, sejam eles quais forem, são o fruto das nossas convicções. E isto porque nós agimos de acordo com aquilo que acreditamos ser verdadeiro.
Isto faz do nosso SAR uma ferramenta poderosíssima, que nos dá-nos o controlo do nosso destino. Ao controlarmos a qualidade das nossas ideias e das coisas em que pensamos na maior parte do tempo, estamos a controlar a qualidade dos nossos resultados. Torna-se então absolutamente essencial focarmo-nos no que queremos, em vez do que não queremos.
(este artº foi publicado no OJE de 15.09.09)
Grande parte das nossas lições de vida podemos encontrá-las na natureza. A natureza é tão eficiente e bem desenhada, que encontramos nela resposta para quase tudo o que necessitamos.
Penso nas ideias como sementes. Realizações em potencial. Quando temos uma ideia, começamos a procurar na realidade referências que a confirmem, tal como a semente cria raízes. O nosso cérebro, através do seu sistema de activação reticular, consegue encontrar na realidade referências para praticamente tudo. Consegue encontrar referências de que a terra é plana, se for nisso que se focar. Nessa altura as nossas referências transformam-se em crenças. Não precisam de ser verdadeiras, mas a partir do momento em que nascem, o nosso cérebro começa a trabalhar para as tornar verdadeiras. E aí tornam-se verdadeiras para nós. A ideia transforma-se em crença da mesma forma que a semente dá origem a uma planta.
A título de exemplo, será que eu consigo encontrar na realidade referências que confirmem que com esta crise não é possível os negócios prosperarem? Claro que sim! Diariamente lido com Empresários que o conseguem demonstrar, de forma praticamente inequívoca. E se eu procurar referências de que, neste momento de crise, surgem fantásticas oportunidades de criar riqueza e reforçar os negócios? Será que as consigo encontrar? Claro que sim também. De todas as crises surgem novos milionários que o confirmam.
Quanto mais sólida se torna a convicção, mais referências o SAR vai encontrando para a confirmar e, da mesma forma que na sua maturidade a planta se tornou uma árvore, a crença transforma-se numa convicção. E as nossas convicções são poderosas. Têm virtualmente o poder de criar e destruir. As nossas convicções dão frutos, assim como as árvores. Os nossos resultados na vida, sejam eles quais forem, são o fruto das nossas convicções. E isto porque nós agimos de acordo com aquilo que acreditamos ser verdadeiro.
Isto faz do nosso SAR uma ferramenta poderosíssima, que nos dá-nos o controlo do nosso destino. Ao controlarmos a qualidade das nossas ideias e das coisas em que pensamos na maior parte do tempo, estamos a controlar a qualidade dos nossos resultados. Torna-se então absolutamente essencial focarmo-nos no que queremos, em vez do que não queremos.
(este artº foi publicado no OJE de 15.09.09)
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Acção
Uma das questões que mais tem intrigado as pessoas desde sempre é a das razões pelas quais algumas pessoas são bem sucedidas e outras não.
Enquanto a maior parte de nós tem medo de tentar, os Vencedores, ainda que tenham tanto medo como qualquer um de nós, têm ainda mais medo do que estão a perder e de não realizar o seu máximo potencial, do que de falhar.
Para tomarmos acção há que elevar os nossos padrões, ou seja, exigir mais para nós e a nós próprios. E a única forma de decidirmos elevar os nossos padrões é perceber porque o devemos fazer. Qual é o nosso porquê... Há pessoas que decidem querer mais, quando tomam consciência do que é ter mais. Dos benefícios que podem ter, dos benefícios que podem proporcionar... Outras pessoas encontram outras razões. Cada um deve encontrar a sua...
Encontrando o porquê, damos o primeiro passo para desenvolver certeza em relação ao nosso potencial. As nossas convicções em relação ao nosso potencial afectam directamente os nossos resultados. E esses resultados reforçam essas mesmas convicções. A vida torna-se uma auto-profecia. É por isso que os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
Convicções positivas sobre mim próprio, conduzir-me-ão a tomar acção que me trará resultados, que reforçarão a minha confiança e me farão tomar mais acção criando um ciclo virtuoso. Convicções negativas impedir-me-ão de tomar acção e/ou influenciarão a determinação dessa acção, afectando negativamente os resultados o que terá impacto na minha auto-confiança e me impedirá de tomar mais acção: criou-se um ciclo vicioso e venenoso. Veneno mental.
A certeza de que vamos ser bem sucedidos conquista-se no nosso interior. Treinarmo-nos e vermo-nos a ser bem sucedidos mentalmente, antes de o sermos na realidade. A isto chama-se experiência fictícia e inúmeros estudos têm comprovado ser tão ou mais poderosa do que a experiência real, uma vez que o nosso subconsciente não distingue uma da outra.
Numa das minhas empresas, tenho o privilégio de falar com centenas de pessoas que estão a ponderar fazer uma mudança de vida e montar o seu próprio negócio... E o que é curioso é que ainda que estejam a considerar essa possibilidade, a maior parte delas fazem-no de uma posição de cepticismo. Ao ponderar a mudança de uma perspectiva de cepticismo, focam-se em encontrar todas as razões para não avançar. Como o nosso cérebro, através do seu sistema de activação reticular, tem a capacidade de encontrar na realidade, todas as referências que comprovem um determinado ponto de vista, uma parte importante conclui que, invocando uma razão ou outra, não é uma boa ideia.
Nós não somos cépticos. Somos medrosos. Não é preciso ter coragem para ser céptico. A nossa vida muda, no momento em tomamos a decisão de que o nosso futuro não tem de ser igual ao nosso passado. No momento em que decidimos encontrar um sistema simples para começar e procurar o nosso caminho a partir daí. Nesse dia decidimos ser bem sucedidos e que nada nos pode parar.
(Este artº foi publicado no OJE de 1/9/9)
Enquanto a maior parte de nós tem medo de tentar, os Vencedores, ainda que tenham tanto medo como qualquer um de nós, têm ainda mais medo do que estão a perder e de não realizar o seu máximo potencial, do que de falhar.
Para tomarmos acção há que elevar os nossos padrões, ou seja, exigir mais para nós e a nós próprios. E a única forma de decidirmos elevar os nossos padrões é perceber porque o devemos fazer. Qual é o nosso porquê... Há pessoas que decidem querer mais, quando tomam consciência do que é ter mais. Dos benefícios que podem ter, dos benefícios que podem proporcionar... Outras pessoas encontram outras razões. Cada um deve encontrar a sua...
Encontrando o porquê, damos o primeiro passo para desenvolver certeza em relação ao nosso potencial. As nossas convicções em relação ao nosso potencial afectam directamente os nossos resultados. E esses resultados reforçam essas mesmas convicções. A vida torna-se uma auto-profecia. É por isso que os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
Convicções positivas sobre mim próprio, conduzir-me-ão a tomar acção que me trará resultados, que reforçarão a minha confiança e me farão tomar mais acção criando um ciclo virtuoso. Convicções negativas impedir-me-ão de tomar acção e/ou influenciarão a determinação dessa acção, afectando negativamente os resultados o que terá impacto na minha auto-confiança e me impedirá de tomar mais acção: criou-se um ciclo vicioso e venenoso. Veneno mental.
A certeza de que vamos ser bem sucedidos conquista-se no nosso interior. Treinarmo-nos e vermo-nos a ser bem sucedidos mentalmente, antes de o sermos na realidade. A isto chama-se experiência fictícia e inúmeros estudos têm comprovado ser tão ou mais poderosa do que a experiência real, uma vez que o nosso subconsciente não distingue uma da outra.
Numa das minhas empresas, tenho o privilégio de falar com centenas de pessoas que estão a ponderar fazer uma mudança de vida e montar o seu próprio negócio... E o que é curioso é que ainda que estejam a considerar essa possibilidade, a maior parte delas fazem-no de uma posição de cepticismo. Ao ponderar a mudança de uma perspectiva de cepticismo, focam-se em encontrar todas as razões para não avançar. Como o nosso cérebro, através do seu sistema de activação reticular, tem a capacidade de encontrar na realidade, todas as referências que comprovem um determinado ponto de vista, uma parte importante conclui que, invocando uma razão ou outra, não é uma boa ideia.
Nós não somos cépticos. Somos medrosos. Não é preciso ter coragem para ser céptico. A nossa vida muda, no momento em tomamos a decisão de que o nosso futuro não tem de ser igual ao nosso passado. No momento em que decidimos encontrar um sistema simples para começar e procurar o nosso caminho a partir daí. Nesse dia decidimos ser bem sucedidos e que nada nos pode parar.
(Este artº foi publicado no OJE de 1/9/9)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Liderança
A liderança é, na minha opinião, o grande desafio do séc. XXI. A liderança é o verdadeiro passo acima da mediocridade: ser capaz de servir, não só a nós próprios, mas também aos outros. E a liderança é, acima de tudo a nossa capacidade de atrair as pessoas certas. Para atrair pessoas atractivas temos de ser, nós próprios também atractivos. Ter uma lista de qualidades atractivas. Tudo coisas que podemos obter com algum treino e empenho. No fundo acabamos por estar a falar de desenvolvimento pessoal: a chave para um futuro melhor.
Cada vez mais as competências técnicas são baratas e fáceis de encontrar, tornando-se a atitude e a capacidade de influenciar os outros, os verdadeiros critérios do sucesso. A capacidade de influenciar os outros distingue as pessoas verdadeiramente bem sucedidas.
O primeiro aspecto a considerar quando falamos da nossa capacidade de influenciar os outros é a nossa integridade. Sermos íntegros significa sermos inteiros. Termos só uma cara e uma palavra. Sermos íntegros é deixarmos claro nas nossas acções (e não no que dizemos) que temos os interesses dos outros em consideração. Esta é a única forma de garantir, no longo prazo, a nossa capacidade de liderança. O verdadeiro líder está focado no bem comum.
O mais fácil de ser identificado é a nossa competência, mas se o nosso carácter não a sustentar, a nossa capacidade de influenciar os outros será seriamente prejudicada.
Os nossos padrões são a segunda característica que gostaria de referir. Os nossos padrões são aquilo que exigimos a nós próprios. Aquilo para que nos posicionamos. Com quanto e com o quê nos damos por satisfeitos. E porque é que os nossos padrões são importantes? Porque as pessoas querem seguir quem tem os padrões mais elevados. Quem traz uma melhor perspectiva em relação ao futuro é sempre quem nos inspira.
Na mesma linha vem o aspecto seguinte: o optimismo. Uma vez que gostamos de seguir quem nos traz a perspectiva de um melhor futuro, acabamos por seguir pessoas optimistas. Os líderes começam por ser realistas. E ser realista significa conhecer a realidade, ou seja o presente, como ele é. Nem melhor nem pior, simplesmente como é. Mas os líderes vêm como o futuro pode ser. Como o futuro pode ser melhor do que é o presente. O optimismo não é mais do que escolher ver o mundo e consequentemente o futuro de uma forma positiva.
A quarta característica é a capacidade de servir os outros. A chave do sucesso, da grandeza e do reconhecimento passa por servir. Todas as pessoas verdadeiramente bem sucedidas, foram-no por encontrar formas de servir a muitos. O líder não pergunta o que podem as pessoas fazer por ele, não pede, não espera… O líder pergunta-se o que pode ele fazer pelo grupo e actua.
No fundo os líderes compreendem a diferença entre “hard power” e “soft power”. Hard power vem da nossa capacidade de impor a nossa vontade pela força, pela coacção. E se por (raras) vezes não podemos deixar de a usar, pela coacção não temos senão mínimo da parte das pessoas.
Mas o soft power é magnético. Usando o soft power tornamo-nos no tipo de pessoas que os outro querem seguir. Sim porque são os outros que nos dão o benefício de se deixarem influenciar. O reconhecimento de nos seguirem. O privilégio de aderirem às nossas ideias. O verdadeiro Líder sabe que não pode decidir liderar. Sabe que é o seguidor quem decide se segue ou não. Sabe que a única decisão que está ao seu alcance é a de se tornar no tipo de pessoa que os outros seguem. O tal indivíduo atractivo. E sabe também e acima de tudo que quando seguimos alguém por opção, por inspiração, damos tudo em favor desse projecto. Fazemos muitas vezes mais por um projecto e um Líder em que acreditamos do que faríamos por nós próprios.
(Este artº foi publicado na revista Human de Ago 09)
Cada vez mais as competências técnicas são baratas e fáceis de encontrar, tornando-se a atitude e a capacidade de influenciar os outros, os verdadeiros critérios do sucesso. A capacidade de influenciar os outros distingue as pessoas verdadeiramente bem sucedidas.
O primeiro aspecto a considerar quando falamos da nossa capacidade de influenciar os outros é a nossa integridade. Sermos íntegros significa sermos inteiros. Termos só uma cara e uma palavra. Sermos íntegros é deixarmos claro nas nossas acções (e não no que dizemos) que temos os interesses dos outros em consideração. Esta é a única forma de garantir, no longo prazo, a nossa capacidade de liderança. O verdadeiro líder está focado no bem comum.
O mais fácil de ser identificado é a nossa competência, mas se o nosso carácter não a sustentar, a nossa capacidade de influenciar os outros será seriamente prejudicada.
Os nossos padrões são a segunda característica que gostaria de referir. Os nossos padrões são aquilo que exigimos a nós próprios. Aquilo para que nos posicionamos. Com quanto e com o quê nos damos por satisfeitos. E porque é que os nossos padrões são importantes? Porque as pessoas querem seguir quem tem os padrões mais elevados. Quem traz uma melhor perspectiva em relação ao futuro é sempre quem nos inspira.
Na mesma linha vem o aspecto seguinte: o optimismo. Uma vez que gostamos de seguir quem nos traz a perspectiva de um melhor futuro, acabamos por seguir pessoas optimistas. Os líderes começam por ser realistas. E ser realista significa conhecer a realidade, ou seja o presente, como ele é. Nem melhor nem pior, simplesmente como é. Mas os líderes vêm como o futuro pode ser. Como o futuro pode ser melhor do que é o presente. O optimismo não é mais do que escolher ver o mundo e consequentemente o futuro de uma forma positiva.
A quarta característica é a capacidade de servir os outros. A chave do sucesso, da grandeza e do reconhecimento passa por servir. Todas as pessoas verdadeiramente bem sucedidas, foram-no por encontrar formas de servir a muitos. O líder não pergunta o que podem as pessoas fazer por ele, não pede, não espera… O líder pergunta-se o que pode ele fazer pelo grupo e actua.
No fundo os líderes compreendem a diferença entre “hard power” e “soft power”. Hard power vem da nossa capacidade de impor a nossa vontade pela força, pela coacção. E se por (raras) vezes não podemos deixar de a usar, pela coacção não temos senão mínimo da parte das pessoas.
Mas o soft power é magnético. Usando o soft power tornamo-nos no tipo de pessoas que os outro querem seguir. Sim porque são os outros que nos dão o benefício de se deixarem influenciar. O reconhecimento de nos seguirem. O privilégio de aderirem às nossas ideias. O verdadeiro Líder sabe que não pode decidir liderar. Sabe que é o seguidor quem decide se segue ou não. Sabe que a única decisão que está ao seu alcance é a de se tornar no tipo de pessoa que os outros seguem. O tal indivíduo atractivo. E sabe também e acima de tudo que quando seguimos alguém por opção, por inspiração, damos tudo em favor desse projecto. Fazemos muitas vezes mais por um projecto e um Líder em que acreditamos do que faríamos por nós próprios.
(Este artº foi publicado na revista Human de Ago 09)
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Optimismo
As pessoas bem sucedidas são optimistas. As pessoas bem sucedidas esperam que as coisas lhes corram bem e elas correm.
As pessoas optimistas vêm o presente tal como é. Nem melhor, nem pior. Mas o que as distingue de todas as outras é compreenderem como pode o futuro ser melhor. São realistas porque têm a noção da realidade tal e qual ela é, mas são optimistas porque têm claro também, como ela pode ser.
Os Optimistas veêm o futuro e tomam acção. Só os Optimistas tomam realmente acção. Persistem com perseverança até que os resultados cheguem. Os Optimistas colocam-se na fila e ficam na fila porque sabem que a sua vez vai chegar. Os indivíduos bem sucedidos são optimistas, porque os únicos jardins que são regados, são os que sabemos que vão crescer. Por isso os Optimistas cuidam dos seus projectos até que estes floresçam.
A fundação das suas realizações é a gratidão. Focam-se nos aspectos positivos. Compreendem que independentemente dos seus desafios, são uns felizardos por tudo aquilo que a vida lhes proporciona. O sol, a chuva, a terra e a semente. Compreendem que só depende deles processar as dádivas da natureza e da sociedade e com isso criar valor.
Sabem que com convicção obtêm a clareza necessária, que lhe traz o poder de atingir as realizações a que se propõem. Sabem que, pelo contrário, quem parte do medo paralisa e atrofia. Sabem que tudo o que procuram está fora da sua zona de conforto.
Sabem que tudo o que querem está do lado contrário do medo. E, acima de tudo, têm consciência de que cada vez que são confrontados com o medo, tudo o que têm a fazer é focar-se em tudo quanto são gratos.
Pedi outro dia aos meus filhos, que têm 9 e 6 anos de idade, que fizessem uma lista de 100 coisas de que gostam e de que estão agradecidos, para que pudessem ler cada vez que estivessem tristes. Foi impressionante a rapidez com que ultrapassaram as 100... Uma boa liçaõ para as crianças, que é também uma boa lição para nós adultos.
Os Optimistas não têm problemas. Têm desafios! Têm a clara noção de que hão de os ter sempre e de que o objectivo na vida não é deixar de os ter. O seu objectivo é de que os seus desafios tenham cada vez mais qualidade. Sejam cada vez mais sofisticados. O único sítio onde há pessoas sem desafios é no cemitério!
A Gratidão é a Mãe da Fé, que por sua vez é a Mãe do Optimismo, que é o Pai da Perseverança. A Perseverança é a Mãe do sucesso, porque a única forma de verdadeiramente fracassar é desistir!
As pessoas bem sucedidas são optimistas... porque são gratas!
As pessoas optimistas vêm o presente tal como é. Nem melhor, nem pior. Mas o que as distingue de todas as outras é compreenderem como pode o futuro ser melhor. São realistas porque têm a noção da realidade tal e qual ela é, mas são optimistas porque têm claro também, como ela pode ser.
Os Optimistas veêm o futuro e tomam acção. Só os Optimistas tomam realmente acção. Persistem com perseverança até que os resultados cheguem. Os Optimistas colocam-se na fila e ficam na fila porque sabem que a sua vez vai chegar. Os indivíduos bem sucedidos são optimistas, porque os únicos jardins que são regados, são os que sabemos que vão crescer. Por isso os Optimistas cuidam dos seus projectos até que estes floresçam.
A fundação das suas realizações é a gratidão. Focam-se nos aspectos positivos. Compreendem que independentemente dos seus desafios, são uns felizardos por tudo aquilo que a vida lhes proporciona. O sol, a chuva, a terra e a semente. Compreendem que só depende deles processar as dádivas da natureza e da sociedade e com isso criar valor.
Sabem que com convicção obtêm a clareza necessária, que lhe traz o poder de atingir as realizações a que se propõem. Sabem que, pelo contrário, quem parte do medo paralisa e atrofia. Sabem que tudo o que procuram está fora da sua zona de conforto.
Sabem que tudo o que querem está do lado contrário do medo. E, acima de tudo, têm consciência de que cada vez que são confrontados com o medo, tudo o que têm a fazer é focar-se em tudo quanto são gratos.
Pedi outro dia aos meus filhos, que têm 9 e 6 anos de idade, que fizessem uma lista de 100 coisas de que gostam e de que estão agradecidos, para que pudessem ler cada vez que estivessem tristes. Foi impressionante a rapidez com que ultrapassaram as 100... Uma boa liçaõ para as crianças, que é também uma boa lição para nós adultos.
Os Optimistas não têm problemas. Têm desafios! Têm a clara noção de que hão de os ter sempre e de que o objectivo na vida não é deixar de os ter. O seu objectivo é de que os seus desafios tenham cada vez mais qualidade. Sejam cada vez mais sofisticados. O único sítio onde há pessoas sem desafios é no cemitério!
A Gratidão é a Mãe da Fé, que por sua vez é a Mãe do Optimismo, que é o Pai da Perseverança. A Perseverança é a Mãe do sucesso, porque a única forma de verdadeiramente fracassar é desistir!
As pessoas bem sucedidas são optimistas... porque são gratas!
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