segunda-feira, 1 de maio de 2017

Os 3 amores...

A primeira pessoa a reflectir e a descrever o amor terá, talvez, sido Platão, na sua obra "O Banquete" e pelas palavras do seu Mestre, Sócrates... o Grego... Na definição de Platão, veiculada pelo seu mentor, amor era desejo: “eros”... o desejo por aquilo que não temos.

O amor platónico era todo eroticidade, paixão e tesão... a vontade de ter algo, ou alguém, que não possuíamos.

Eros talvez seja a forma mais primária de amor. A forma mais fácil de amar... Porque é amar com o corpo e é um amor que não requer trabalho. É apenas a resposta a uma emoção básica. “Eros” é também um amor que se esgota! Esgota-se com a facilidade com que chega. É um amor que esmorece a partir do momento em que se possui o objecto do desejo.  É um amor que desaparece no momento em que nos sentimos confortáveis e garantidos... É um amor que se dilui quando deixa de ser novidade. É um amor que não resiste a nenhum tipo de rotina e estabilidade.

Aristóteles, discípulo de Platão,  não se contentou com o amor erótico.  E disse que amor não poderia ser apenas desejo por aquilo que não se tinha, deveria ser também felicidade por aquilo que se tinha. Para Aristóteles amor era “filia” e “filia era alegria, segundo Espinoza a passagem  para um estado mais potente do próprio ser.  A alegria, a felicidade, de termos o objecto do nosso amor, de termos a pessoa amada.

O amor de Aristóteles é muito mais exigente, muito mais difícil e requer muito maior maturidade emocional e afectiva. “Filia” é um amor que dá trabalho, que requer investimento constante, que precisa de tolerância e da capacidade de passarmos por bons e maus momentos, mas sem desistirmos. “Filia” é um amor que se constrói... a dois...

E se podemos ter um amor muito mais fácil e, aparentemente, mais estimulante, como “Eros”, porque havemos de querer um amor muito mais desafiante como “Filia”? E a resposta é, porque é muito mais gratificante. Porque este é um amor que não se esgota e, por isso, é um amor que nos permite viver uma vida extraordinária. A vida que dividimos com outra pessoa e que nos dá a possibilidade de frutificar e construir algo muito maior do que nós próprios...


Mas é com Cristo que nos surge a derradeira forma de amor, “Agape”. E “Agape” é o amor pelo amor. O amor ao próximo. O amor incondicional. “Agape” é um estado de sintonia perfeita e de êxtase. Agape não conhece condições nem pressupostos. “Agape” é independente da posse. Ama-se quer se possua ou não o objecto do amor. “Agape” é muito mais refinado ainda do que “Filia”, porque se no segundo a prioridade somos nós e a nossa alegria, no primeiro a única coisa que interessa é o objecto do nosso amor... Se “Filia” depende da nossa felicidade, da nossa alegria, em “Agape” a única coisa que interessa é a felicidade, a alegria e a passagem para um estado mais potente, do ser amado.

Agape é a elevação máxima do amor. A que verdadeiramente vale a pena. Livre do ego, do apego, das condições, dos pressupostos. E é, infelizmente, aquela que nem todos temos o privilegio de conhecer e, na minha opinião, a única e verdadeira razão pela qual se justifica viver...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Porquê discutir o salário mínimo?


Uma ideia a que muita gente está presa é a de que para ganhar mais se tem de trabalhar mais. E isto não é inteiramente verdade. Hoje vivemos numa fase avançada da era da informação. Se na fase anterior, a fase do potencial humano, éramos pagos pelas horas de trabalho, hoje e cada vez mais, somos pagos pelo valor que colocamos nas horas. Chegámos à fase do potencial mental! 

Tendo consciência desta realidade, torna-se possível multiplicar o valor do meu retorno por hora, aumentando o valor que acrescento a cada hora. Torna-se possível aumentar o valor que coloco na hora, aumentando o valor do nosso potencial mental. 

Jim Rohn costumava dizer que se trabalharmos duro no nosso trabalho podemos ganhar a vida, mas se trabalharmos duro no nosso potencial, podemos ganhar uma fortuna. Por isso é que sempre nos ensinou a trabalhar ainda mais duro em nós próprios do que no nosso trabalho.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Não tenhas medo...


Temos medo de errar. Aprendemos, na nossa infância, que haveria uma penalização de cada vez que o fizéssemos. Esse medo foi-se cristalizando ao longo do tempo e, hoje, limita a nossa capacidade de tomar decisões. Fugimos das decisões...
Mas, a cada decisão que deixamos de tomar, estamos a escolher privarmo-nos do que a vida tem para nos oferecer. E, ainda assim, qualquer resultado que tiremos das nossas decisões é um bom resultado e deixa-nos sempre mais próximos do que queremos. Porquê? Porque cada decisão traz consigo uma aprendizagem que nos deixa mais fortes.
A verdade é que não podemos falhar e somos capazes de lidar com qualquer resultado que nos surja no caminho. Os riscos são saudáveis dão substância à vida e permitem-nos ter sonhos.
E tudo começa num lugar de aceitação. Num lugar em que, em vez de rejeitar as nossas experiências por dolorosas que sejam e de tentar contrariar a realidade, aceitamos os resultados das nossas decisões como positivos. E dessas experiências tiramos valor que servirá de alavanca às nossas realizações. 
A aceitação é o antídoto do medo... e a eliminação da resistência. 

 O fracasso não faz de nós falhados. Somos um sucesso (só) por continuar a tentar.


terça-feira, 26 de junho de 2012

Listas de Sucesso: Como se Tornar Mais Eficiente!

1. Leia! Não há nada que possa aumentar o seu nível de conhecimento mais do que a leitura. Através da leitura pode beber o conhecimento dos maiores especialistas mundias em qualquer assunto e aprender a pensar como eles. Mais do que isso é fácil, rápido e barato.

2. Invista em cursos que o possam ajudar a ser melhor nas áreas mais importantes da sua vida. Em cada curso poderá passar tempo directamente com o especialista e beber da fonte.

3. Crie a disciplina de investir em si próprio e na sua educação diariamente.

4. Aproveite todas as oportunidades para investir em si. Nomeadamente o tempo das suas deslocações. No meu caso ando 1000h de carro por ano. Já transformei o meu automóvel numa universidade. Tenho sempre audios de seminários e workshops a somar aos audiobooks. São 1000h de treino por ano :)

5. Desligue a televisão. Dificlmente encontrará coisas que o ajudem. Se não puder evitar a Televisão centre-se pelo menos nos canais culturais. Discovery, National Geographic, History Channel, etc...

6. Passe tempo com pessoas interessantes e com quem possa aprender. Nós tendemos a tornar-nos parecidos com as pessoas com quem partilhamos o nosso tempo. Escolha bem!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Listas de sucesso: Definir e atingir objectivos.

1. Escrever os objectivos no papel. Até que os seus objectivos sejam suficientemente claros e importantes para ser colocados por escrito, dificilmente serão atingidos.
2. Ter objectivos grandes, inspiradores e desafiantes. Não serão objectivos pequenos que o manterão determinado quando as dificuldades aprecerem.
3. Tenha objetivos para todas as áreas da sua vida. No mínimo deve contemplar saúde e forma física, relações amorosas, familiares e sociais e carreira e finanças.
4. Seja específico. defina exactamente o que pretende atingir com todos os detalhes que puder seleccionar.
5. Perceba porquê! Se a razão de atingir o objectivo for suficientemente forte, o "como" aparecerá muito mais facilmente.
6. Pense que pessoa tem de se tornar no sentido de atingir o objectivo a que se propôs. Se já fosse essa pessoa, já tinha atingido esse objectivo.
7. Certifique-se de que todos os dias está a fazer algo para se aproximar do seu objectivo. Pergunte a si próprio, antes de todas as decisões, se o vão ou não deixar mais perto.
8. Defina datas para os atingir. Se não houver uma data não é um objectivo!
9. Haja como se já tivesse acontecido.
10. Defina como vai celebrar quando o atingir.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Lista de sucesso: ser produtivo!

1. Concentre-se em realizar e não em estar ocupado. É fácil estar ocupado, mas ser produtivo é outra liga completamente diferente.
2. Distinga o que é urgente do que é importante. Comece pelo que é importante... e que, normalmente, não é assim tão urgente.
3. Escreva os seus objectivos e desenhe sempre um plano  para os atingir. Por muito que escreva os seus objectivos, se falha em planear é como se planeasse falhar.
4. Não se envolva em nada que não esteja alinhado com os seus objectivos. Desenvolva o filtro de perguntar a si próprio se o que vai fazer, o aproxima de onde quer chegar.
5. Torne-se bom a dizer que não. Defenda o seu tempo como a sua carteira.
6. Não comece uma tarefa sem antes terminar outra. Esta é verdadeira mesmo para as senhoras.
7. Não se deixe interromper pelo telefone e pelos emails. Use o telefone só para resolver o que tem de ser resolvido e no mais curto espaço de tempo.
8. Trabalhe de porta fechada e não se deixe interromper com facilidade.
9. Aproveite as horas em que os outros não estão a trabalhar. São as horas em que vai ser mais produtivo.
10. Não comece o dia, a semana e o trimestre sem antes os ter terminado (mentalmente).

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Listas de sucesso.

Assumir a responsabilidade é o factor mais decisivo no caminho para o sucesso. Assumir que a vida é nossa e que só mudará quando decidirmos fazê-lo.

Mas muitas vezes, ainda que tenhamos o pensamento correcto, tendemos a ser somos pouco objectivos e específicos. E esse desafio tira-nos alguma capacidade de transformar as nossas ideias em acção.

Assim, transformar o nosso pensamento em listas de tarefas, é uma das melhores formas que conheço de materializar resultados nas nossas vidas. É por isso, que a partir desta semana, começarei a partilhar algumas das minhas "listas de sucesso" aqui neste blog.

Que possam fazer pelo leitor o mesmo que têm feito por mim ;)

terça-feira, 22 de maio de 2012

Sonhar acordado...

Sonhar acordado, algo que eventualmente lhe ensinaram a não fazer, é um dos pressupostos fundamentais do desenho de uma vida de sucesso.

Sonhar acordado... Sonhar os nossos objectivos...
Antes de transformarmos as nossas ideias e ideais em objectivos devemos desenvolvê-las, vivê-las e apurá-las no nosso imaginário. Imaginar como seria, com todos os detalhes possíveis, projectarmo-nos nas situações propriamente ditas... Vivê-las por dentro... Pensar no que estaríamos a fazer e onde, visualizar quem estaria connosco nesse cenário e como nos estaríamos a sentir. E fazê-lo sem reservas, sem limites, sem nenhum tipo de autocensura... Quanto estaremos a ganhar e que tipo de vida iremos ter... Que carros vamos conduzir e o que podemos proporcionar a nós próprios e às pessoas de que mais gostamos, à nossa família… Em que casa viveremos, que nível de poupanças, que nível de saúde, aparência e forma física… 
No fundo, como será a nossa vida... Como seria se fosse perfeita!...
Viver por dentro antes de viver por fora. Porque o nosso mundo exterior não passa de um reflexo do mundo interior... "Life's a mirror..."

terça-feira, 15 de maio de 2012

Decisões: os momentos em que moldamos o nosso destino.


Uma verdadeira decisão transforma-nos numa pessoa diferente. E isso porque nos compromete com diferentes resultados, com diferentes padrões. E quanto melhores forem os padrões e os resultados que decidirmos para nós, melhores pessoas nos tornamos. E, por isso, devemos tomar decisões com frequência. Muitas vezes pergunto às pessoas o que aconteceria às suas vidas e carreiras se todas as semanas tomassem decisões sobre elas… O crescimento seria inimaginável…

Mas o melhor do poder das decisões é que todos nós o possuímos. Não é algo reservado a alguns predestinados, ou a indivíduos que nascem em condições privilegiadas. Não! Todos nós (já) o temos.

Sim, porque não são as nossas condições de vida e aquilo que nos acontece que determina o nosso futuro, mas sim as decisões que tomamos sobre aquilo que nos acontece.

E ao juntarmos o poder das nossas decisões com o de objectivos claros, tornamo-nos praticamente imparáveis. Uma decisão associada a um objectivo torna-nos verdadeiramente poderosos, porque a uma decisão está associada acção. E não qualquer tipo de acção, mas acção massiva. Acção com níveis de urgência e concentração de poder elevados. A uma verdadeira decisão associamos 100% dos nossos recursos. Uma verdadeira decisão é a negação da alternativa contrária.

Depois de agirmos devemos avaliar a resposta que obtemos. Se não for imediatamente positiva, devemos entendê-la apenas como feedback e não como um fracasso. E afinar a nossa abordagem até obtermos o retorno pretendido.

A única forma de não realizar um objectivo depois de tomar uma decisão é desistir. E enquanto a dor da disciplina é temporária, desistir é para sempre e é o que nos rouba os nossos sonhos. Devemos manter o compromisso absoluto com as decisões, mas mantermo-nos flexíveis na nossa abordagem até encontrar o caminho.


terça-feira, 8 de maio de 2012

No dia em que...

"No dia em que começares o teu dia sem cafeína.
No dia em que estiveres sempre bem-disposto, mesmo que tenhas alguma chatice...
No dia em que resistires a queixar-te e a incomodar os outros com os teus problemas...
No dia em que fores capaz de comer o mesmo todos os dias e estares grato por isso...
No dia em que perceberes que nem sempre as pessoas que gostam de ti têm disponibilidade para te dar atenção...
No dia em que perdoares quando aqueles de quem gostas, por alguma razão, forem injustos contigo...
No dia em que lidares com a crítica sem nenhum tipo de ressentimento...
No dia em que tratares as pessoas todas exactamente da mesma forma, independentemente daquilo que têm...
No dia em que estejas na vida sem nenhum tipo de mentira...
No dia em que lidares com a tensão sem nenhum tipo de ajuda médica...
No dia em que relaxares sem precisares de beber...
No dia em que dormires sem precisares de drogas...
No dia em que possas dizer, sinceramente, que não tens nenhum tipo de preconceito no que respeita a raças, credos, religiões, sexo e política...

... nesse dia...

... atingiste o nível de desenvolvimento...

... do teu cão!... "

Anónimo

terça-feira, 1 de maio de 2012

Convicções: O poder de criar ou destruir...


As convicções começam com uma ideia da mesma forma que uma semente é uma ideia de uma árvore. A partir do momento em que essa ideia é gerada, começamos a encontrar na realidade referências que suportem essa ideia da mesma forma que uma semente começa a criar raízes. Esta é a parte perigosa, uma vez que o nosso cérebro tem a capacidade de encontrar na realidade tudo aquilo em que se foca, ao apagar da sua atenção tudo aquilo que não está em conformidade com as suas referências.
À medida que vamos encontrando estas referências, vamos criando uma crença, da mesma forma que ao adquirir raízes a semente procura o ar e o sol e evolui para uma planta, sendo que o processo evolui neste sentido e à medida que mais referências vão reforçando a nossa crença até que esta se transforme numa convicção, tal como a planta se transforma numa árvore. Tal como essa árvore dá frutos, também nós colhemos os frutos (bons ou maus) das nossas convicções.
O primeiro tipo de convicções que nós temos são generalizações e são verbalizadas geralmente com afirmações como “A vida é…”, “As pessoas são…”, “Eu sou…”. As segundas, sobre a forma de regras, são normalmente verbalizadas como “Se… então…”. A questão fundamental é que sejam elas quais forem, tornam-se na nossa realidade. Porque as nossas decisões e, consequentemente, acções, estão directamente ligadas ao que nós temos como verdadeiro.
As nossas convicções têm virtualmente o poder de criar ou destruir. As nossas convicções são o que faz a diferença entre uma vida gratificante e uma de miséria.
O poder das convicções é de tal forma forte que em casos de doentes com disfunções de personalidade têm sido observadas alterações físicas significativas, como o aparecimento e desaparecimento de determinados sinais, ou a mudança da cor dos olhos e mesmo o aparecimento e desaparecimento de doenças como as diabetes, de acordo com a personalidade que o doente acredita que está, nessa altura, no controlo.
Há então convicções que nós temos e que são poderosas no sentido de nos aproximarem do que pretendemos atingir e outras que são limitadoras uma vez que nos afastam disso mesmo. Como é que poderei ser rico se tiver uma convicção de que o dinheiro é mau, ou de que os ricos são desonestos? Mas se, pelo contrário, eu tiver a convicção de que o dinheiro é das melhores coisas da vida, pela contribuição que me permite fazer na sociedade e acreditar também que todos podem aceder à riqueza, desde que modelem a forma como outros antes o fizeram e ainda de que grande parte dos multimilionários são indivíduos cuja integridade está acima de qualquer suspeita, aí sim eu começo a criar condições para principiar a criar riqueza.
Nós começamos, de facto, a assumir o controlo da nossa vida a partir do momento em que começamos a assumir o controlo das nossas convicções. E esse é o momento em que começamos a questioná-las e, acima de tudo, a assumir a responsabilidade de substituir as limitadoras pelas poderosas.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Descobrir e processar ideias...


O factor mais determinante, na forma como resulta e funciona a nossa vida, é a nossa filosofia. O verdadeiro teste de maturidade é exactamente assumir a responsabilidade de criar valor com aquilo que a vida nos traz.
É através da nossa filosofia que podemos transformar a informação e as ideias que estão à nossa disposição em valor. É isso que nos torna diferentes dos animais. Estes só podem contar com os seus instintos. Quando o Inverno chega, os patos só podem voar para sul. Se a sul as coisas não estiverem melhores, os patos não têm a capacidade de fazer esse escrutínio e alterar as suas decisões... Mas nós temos. Nós podemos desenvolver a nossa filosofia! E para isso temos de pensar. Temos de descobrir e processar ideias...
Percebi que alguns erros de julgamento feitos diariamente, teriam, a longo prazo, resultados dramáticos. Não é por fumar um cigarro que vou ficar doente. Não é por fumar um maço que vou ficar doente. Mas se fumar um maço por dia durante alguns anos, aí sim, nada de bom poderá resultar. A questão é que, quando temos erros de julgamento, a vida não traz os maus resultados no imediato. Leva tempo. E embora nunca tivesse fumado, havia outros erros de julgamento que teimava em repetir. E eram esses erros que estavam a atrasar os meus sonhos. Mas então o contrário haveria também de ser verdade, se alguns maus juízos repetidos diariamente começavam o processo de erosão que originavam os maus resultados, então  algumas práticas simples repetidas diariamente e de forma disciplinada, poderiam ter o efeito exactamente contrário... ser o caminho para tudo  o queremos tirar da vida...
A partir daí, passei a ser grato por tudo aquilo que tenho. A ser grato por tudo o que a vida me trouxe. E, a partir dessa gratidão, a procurar as ideias, o conhecimento e os livros que me ajudassem a desenvolver a minha filosofia... E a minha vida nunca mais foi igual... Não voltei a culpar nada, nem ninguém e desde aí comecei a viver os meus sonhos.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Poder da Visualização.


A força da visualização.


A nossa capacidade de visualizar e, por isso, de viver as coisas por dentro antes de as viver por fora, é uma das nossas capacidades mais poderosas. Este hábito permite a gravação da informação no nosso subconsciente, mas permite também a ligação da informação ao superconsciente.
A visualização desencadeia a força da lei da atracção, pela qual tudo aquilo com que ocupamos a nossa mente, de uma forma constante, se torna fisicamente a nossa realidade.
Um coronel americano, vários anos prisioneiro num campo de concentração durante a guerra da Coreia e confinado a uma minúscula cela sem grades nem luz, onde uma vez por dia se abria uma porta por onde lhe entrava alguma comida e onde não tinha sequer espaço para dormir esticado, nem sítio para fazer as suas necessidades, passava o seu dia dedicado à sua paixão: o golfe. O coronel jogou e voltou a jogar, mentalmente e durante anos, todos os jogos que havia feito na vida. Quando se cansou de jogar esses jogos, começou a jogar os jogos de outros e até a imaginar jogos que nunca antes havia jogado. Visualizava na perfeição todos aqueles momentos e era a isso que dedicava o seu dia durante os anos em que esteve preso. Quando terminou a guerra e teve a oportunidade de voltar aos EUA, inscreveu-se num torneio e ainda que subnutrido e em má forma física, fez o seu melhor jogo de sempre.
Quando foi entrevistado e lhe perguntaram se era sorte a performance obtida depois de tantos anos sem jogar, respondeu que não podia ser sorte pois tinha feito "o pior jogo dos últimos anos". Estando em modo de visualização, temos a oportunidade de praticar apenas as coisas boas enquanto na experiência real praticamos, muitas vezes, os erros de forma repetida e são eles que acabam por ficar também cristalizados na nossa auto-imagem e, consequentemente, no nosso desempenho. Testes feitos em universidades americanas com equipas de basquetebol comprovam os mesmos resultados. Colocadas equipas a praticar lances livres em modo de visualização e outras em modo real, as que treinam em modo de visualização acabam quase sempre por ter melhores resultados.
A realidade é que o nosso subconsciente não distingue a experiência real da fictícia, tomando as duas como boas. Como em visualização acertamos sempre, desenvolvemos a autoconfiança necessária para ser bem sucedidos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Poder de definir objectivos...


Como definir objectivos


 Já dizia Séneca que: “Se não sabes para onde vais, todos os ventos te são desfavoráveis.” De facto, a partir do momento em que temos um objectivo, todas as decisões que tomamos têm em vista aproximarmo-nos dele. Mesmo quando essas decisões se mostram erradas, o facto de o objectivo estar definido permite-nos tomar a acção correctiva necessária para nos voltarmos a aproximar na próxima decisão. Mas o objectivo precisa de ser um verdadeiro objectivo e não apenas um desejo. O que é que distingue um do outro? De uma forma simples, a formulação de um desejo pressupõe uma postura passiva e a espera de que o acaso se organize no sentido de nos proporcionar o que pretendemos. A realidade é que isso raramente acontece. A formulação de um objectivo implica acção consequente e congruente com esse mesmo desígnio. Implica o início de uma aproximação constante em relação a esse fim. E a única forma de não chegarmos é desistir a meio do caminho.
Um pouco como funciona um avião ou mesmo um barco, depois de traçarem um objectivo, vão cerca de 99% do tempo fora de rota, mas ao monitorizarem de forma constante a sua aproximação podem também ir adoptando a acção correctiva, que os conduzirá ao destino que pretendem.  
Em primeiro lugar, os objectivos devem ser específicos. Isto significa que devem não só ser claros, como bem definidos e identificados. Significa que devemos conhecer o maior número de detalhes possível sobre o resultado que pretendemos.
Depois devem ser quantificados. Ou seja, devem ser mensuráveis. Deve ser possível perceber de uma forma rigorosa se nos estamos a aproximar deles ou não. Devem ser traduzíveis em números o mais possível.
Devem ainda ser enquadrados no tempo. Para ser possível medir a sua realização com rigor, é preciso saber quando se faz essa medição. Se não tiverem datas para se realizar, não são verdadeiros objectivos pois perdem uma parte do seu poder. A parte que vem da pressão positiva de haver um prazo de realização e que nos permite saltar depois para o objectivo seguinte.
Por último, torna-se relevante que sejam atingíveis. E este é o ponto onde a maior parte de nós tem grandes dificuldades. Por um lado, ser atingível não deve levar a que sejam tão fáceis que dificilmente não os consigo atingir, por outro não podemos permitir que sejam tão ambiciosos que nem nós próprios, no fundo, que acreditemos neles.
Outro aspecto fundamental dos objectivos é a pessoa em que nos tornamos no processo de os atingir. Os objectivos devem-nos obrigar a dar o melhor de nós. Devem-nos obrigar a reforçar as nossas competências centrais e mesmo a nossa própria identidade, incluindo os nossos valores e convicções. Desta forma, tornam-se importantes não só por aquilo que nos trazem, mas principalmente por aquilo em que nos tornam. Melhores pessoas, mais capazes, com uma lista de qualidades mais atractiva, com uma maior capacidade de influenciar os outros e de os mobilizar e mesmo com um nível de conhecimento mais elevado.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A vantagem dos vencedores!


Ser excepcional!


Muita gente se recorda, nas Olimpíadas de 2008, da 7.ª medalha de ouro de Michael Phelps, nos 100 m mariposa na última braçada. Depois de ir em segundo toda a prova e mesmo dando a última braçada depois do seu principal adversário, Phelps chega primeiro porque a braçada do outro atleta ficou a poucos centímetros do muro. Impressionante! Phelps leva a sua 7.ª medalha de ouro e o segundo classificado, quem se lembra do nome dele? Um atleta de excepção. Foi em primeiro toda a prova, perdeu na última braçada por uma fracção de segundo e ninguém se lembra do seu nome…
Uma das maiores evoluções no campo da performance humana é o conceito da vantagem do vencedor, the winning edge concept. A ideia de que um grau, um centímetro, um segundo, podem fazer a diferença entre quem rapa todas as recompensas e quem vai para casa de mãos a abanar... E se no desporto o segundo classificado ainda leva prémios de consolação e algum dinheiro, na vida o cenário é, muitas vezes mais cruel. Na vida, com frequência o segundo classificado zero.
Com a globalização, as tecnologias de informação e os programas de treino à disposição de qualquer um estão reunidas as condições para cada um de nós crescer até onde quiser na respectiva profissão.
        E podemos pensar que isso não é justo e que vamos à missa ao domingo e que ajudamos os pobrezinhos e temos as quotas do clube desportivo em dia, que a vida não nos devia tratar assim… Mas é a realidade. A vida nem sempre é justa. Basta uma pequeníssima diferença para decidir quem aparece com o resultado. 
Cada vez mais isto é verdade. Cada vez mais vivemos num mundo competitivo e como tal, ser bom já não chega. Os bons recolhem pobres resultados. Para se obterem bons resultados há que ser Excelente. Há que estar a 100%! Mas para se obterem resultados excelentes há que estar acima dos 100%. Para se obterem resultados excelentes, há que ser absolutamente excepcional. E são os indivíduos excepcionais que rapam todos os benefícios.

terça-feira, 27 de março de 2012

A Auto-imagem


O nosso mundo exterior depende do interior. Aquilo que nos acontece na vida depende, em grande parte, do que se passa dentro da nossa cabeça. As nossas experiências exteriores são um reflexo dos nossos padrões de pensamento. Consequentemente, e ao longo do tempo, nós tendemos a criar nas nossas vidas o equivalente mental das nossas convicções sobre nós próprios.
 Explicando este fenómeno de uma forma mais simples, o que se passa é que o nosso comportamento depende directamente da nossa imagem sobre nós próprios. Nós agimos sempre de acordo com a nossa auto-imagem. Simplesmente não é possível, para qualquer um de nós, agir de um forma que não seja congruente com aquelas que acreditamos serem as nossas principais características. O nosso comportamento decorre sempre e directamente da ideia que temos sobre as nossas competências, sobre as nossas convicções e sobre os nossos valores. E simplesmente não nos propomos sequer a fazer algo que não se encaixe perfeitamente nestas regras que criámos sobre a pessoa que nós entendemos que somos.
Como é que se cria esta auto-imagem? Para a criação desta auto-imagem, contribuem diversos factores que vamos cristalizando ao longo das nossas vidas. Um dos factores mais importantes são as expectativas dos nossos pares sobre nós próprios. E de entre os nossos pares, há alguns que assumem especial importância como os nossos pais, os nossos chefes, as pessoas que mais admiramos, enfim
,
todos aqueles a quem reconhecemos algum tipo de autoridade.
Outro dos aspectos fundamentais são as nossas expectativas sobre nós próprios, que são em grande parte influenciadas pelo factor anteriormente mencionado. Por outro lado, estas expectativas vão sendo consolidadas pelas nossas memórias da forma como nos comportámos ao longo das nossas vidas.
Tudo isto tem um impacto absolutamente decisivo na nossa performance no sentido em que os nossos resultados dependem também directamente dos nossos comportamentos. Por isso é que os indivíduos mais bem sucedidos têm normalmente uma convicção inabalável nas suas capacidades para enfrentar e ultrapassar os desafios que lhes forem surgindo.

segunda-feira, 19 de março de 2012